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Querer perceber.


ontem ao jantar, vi uma reportagem sobre uma orquestra criada para crianças, num bairro social em Lisboa. a ideia era tirar as crianças da rua e, em alternativa, fazê-las tocar violino, contrabaixo, trompete...
e vi crianças a tocar violino na entrada do prédio
e pais fascinados pelo talento dos filhos
e mães crentes num futuro diferente do que lhes calhou em sorte.

e em conversa, reflecti sobre uma frase
que me disse um professor numa aula de Arte
"normalmente as pessoas não gostam do que não percebem"
no geral, gostamos do imediato, do que é de fácil compreensão
e raramente nos dedicamos a explorar o novo,
a tentar perceber o diferente.
daí ouvirmos dizer que Picassadas todos fazemos,
que música clássica ou Jazz é uma seca,
que o Saramago não sabe escrever,
que o canal2 é aborrecido,
mas a verdade, é que quando somos educados a perceber conceitos, a pensar de diferentes pontos de vista, nos tornamos curiosos,
e conhecemos novas cores
e estamos dispostos a ouvir novos sons
e percebemos e aceitamos novas palavras.
e para mim, isso é... viver.

*obviamente não temos todos de gostar do Picasso, de Jazz ou música erudita mas eu acho que apenas temos a ganhar, quando lhes damos oportunidade de fazerem parte do nosso percurso de vida, nem que seja para depois, conseguirmos dizer o porquê de gostarmos mais deste ou daquele.

2 comentários:

  1. Gostei muito deste post:) De facto não gostamos nem temos de gostar todos do mesmo, e ainda bem que assim é, mas é essencial a vontade de descobrir, de conhecer. Temos de saber mais sobre determinadas coisas para percebermos se gostamos delas ou não, e é nesse sentido que devemos educar:) bj!

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  2. Tens razão. Para opinar é preciso conhecer, experimentar, vivenciar. :)
    *.*

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