Morte lenta? Não, obrigada.


Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.(...) Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.

19 comentários

  1. Eu confesso que ando nervosa com toda esta situação. Não por causa de aumentos, promoções ou prémios (que há muito sei que não vão existir), mas porque tenho medo de ficar sem emprego. E aí, tudo muda de figura. Depois das empresas públicas, um dos sítios mais difíceis de trabalhar deve ser na banca. Acompanhas as notícias todas, vais ficando deprimida e começas a ver o futuro muito negro. Enfim... tento não pensar muito nisso. Mas sinto-me a morrer lentamente.

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  2. A minha filosofia de vida é a mesma que a tua. Nunca aceitei algo só porque sim, quero perceber, obter respostas. O problema é quando não há mesmo meios no país onde vives que te permitam dar largas aos teus projectos. O que me adianta concorrer ano após ano para dar aulas se nunca fico colocada? Sei que é a minha vocação, senti-me realizada quando leccionei, mas neste momento, com uma filha, com despesas às costas, não posso mesmo dar-me ao luxo de sair de um emprego que não me dá as maiores alegrias. O que tento fazer sempre, é ver o lado bom da coisa. Ganho pouco, mas almoço todos os dias de graça na instituição onde trabalho, graças a ter a minha filha pertinho tive o privilégio de amamentá-la até aos 15 meses, não tenho uma casa de sonho, mas não pago renda nem prestação. Vou vivendo um dia de cada vez procurando ser optimista. bj:)

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  3. É lixado como estas bestas se aproveitam da crise para espremer ainda mais a malta... Deviam dar graças, porque há quem esteja pior... E aqueles que estão melhor?! Não contam... Enfim, caga nisso e trata das tuas coisas para que te possas emancipar...

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  4. Filipa, vai correr tudo bem contigo, tenho a certeza.

    Rita, a mudança que falo não é a radical. não é sair porque não se gosta sem ter alternativa. é exactamente o oposto, criar uma alternativa. não é deixar tudo por um sonho, é antes planear um futuro, diferente dos parâmetros de normalidade que nos impõem.



    espero um dia poder mostrar, na prática, o significado destes textos doidos... até lá, entendo que deva ser difícil perceber o que se passa na minha cabecita.

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  5. É isso mesmo minha querida, o mais importante não se compra e não, por isso somos mais do que afortunados se o tivermos. A vida está dificil? Sim está, mas não é a cruzarmos os braços e encolher os ombros que a vamos vencer, bjs

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  6. Como concordo e subscrevo todo o texto e sentimento aqui expresso. Mas a realidade é que tornar isto na prática é deveras difícil (mas não impossível).

    Beijinhos

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  7. poetic: alguém que me entende!! e que é feito de ti? tu és um o exemplo de luta e de procura constante pela realização pessoal. e que as dificuldades se ultrapassam, com alternativas válidas em que acreditamos. beijinho

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  8. friendly words, muito difícil. nada fácil. mas digno de luta.

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  9. :) eu estou de mangas arregaçadas a lutar pelo meu sonho. Dá-me trabalho? sim, mas estou a lutar pelo que quero e por mais cansaço fisico e mental que tenha, estou cheia de vontade! Chase the dreams!

    P.S. Ando sempre por aqui à espreita, um pouco mais silenciosa mas sempre a par dos meus blogues preferidos!

    beijocas

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  10. Gaja, 100% de acordo. Quem se acomoda sem procurar alternativas passará a vida toda a lamentar-se. Como isso não é para ti, força e dedicação vais chegar ao topo do teu sonho:-) Beijinhos e muita sorte!

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  11. Art,
    eu percebo o que queres dizer. Se temos um sonho não podemos baixar os braços. Há muita gente que cria o seu próprio emprego, encontra oportunidades fabulosas no meio desta crise toda. Mas mais uma vez,é preciso ter alguma base para se poder apostar em algo. No teu caso, no livro que estás a fazer em parceria com a Mulher, nesse projecto em concreto, claro que é preciso procurar apoios, mas não foi preciso investir em ninguém para além de vocês para desenvolverem o trabalho (julgo eu:). Se quiseres montar o teu próprio gabinete de trabalho já tens de investir muito financeiramente, e para isso é preciso see cauteloso. Concordas? bj

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  12. Rita, eu percebo-te. mas vou mandar-te um email para falarmos melhor:))

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  13. Art.Soul, ainda não tinha lido o teu post. És mais uma pessoa que escolheu ser feliz, acima de tudo e não pedes desculpa por isso.
    Beijinhos

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  14. O que quer que seja que estejas a "cozinhar", espero que tenhas muito sucesso e sejas muito feliz.

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  15. dos meus poemas preferidos, esta é a parte que eu mais gosto:

    "Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos".

    bj

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  16. obrigada a todas!

    Paula: é um doce o Pablo:)

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  17. Disseste tudo com muita clareza... nada a acrescentar ;)

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  18. Adorei este post. Identifico-me! A.D.O.R.E.I.!
    Beijos *.*

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