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O Bom Inverno

este piqueno (na foto), viajou comigo para Lanzarote. numa tarde de relax, enquanto a mais pequena dormia a sesta acompanhada do pai, levei-o comigo até à piscina e ficamos entretidos durante uma hora - sim, uma hora é muito tempo de leitura para uma mãe de filha com a energética idade dos quase 3 anos. mergulhei nas páginas com uma vontade que me esqueci da água azul turquesa que ondulava perto dos meus pés. foi a caminho do quarto que meditei sobre o assunto. "isto é um policial". dãh! grande observação, ó Art. de facto, acho que nunca li um policial. não é algo premeditado mas apenas fruto do acaso e dos meus gostos pessoais.
regressei a casa com pouco para ler. tive a brilhante ideia de ler bocadinhos antes de adormecer - a tal história do ritmo de mãe de criança com quase 3 anos - e foi uma ideia um bocado ridícula. eu temi o que acabou por acontecer mas mesmo assim não consegui evitar. é que isto é um policial, e extremamente bem escrito, logo, tem suspense, tem emoção, tem... tive medo. pronto. não há mais rodeios. terminei o livro às 2h da manhã de um qualquer dia da semana e demorei mais de meia hora a adormecer... não estava em pânico mas o sono. puf. foi-se.
confesso que a 5 páginas do fim pensei em parar.
se é verdade que sou uma pessoa sensível, é mais verdade ainda que sou um pouco insensível a certas situações à "telenovela mexicana" ou do tipo "programas da tarde". não me comovem, peço desculpa. aliás, só penso nas minhas queridas avós que, por causa do raio dos ossos, não podem andar no passeio e levam com aqueles programas pelos olhos dentro, directamente ao cérebro, tipo lavagem cerebral. a velha história que a cultura é chata pá e aborrece, o pessoal está cansado e quer é divertir-se... chamam àquilo entretenimento.

não, não é disso que se trata. trata-se de uma história magnificamente bem escrita. e negra (aquele Bosco...). com uma capa que a mais pequena adora - "olha qui balão bonito, mamã!" - ai o balão... e uma contra capa com a imagem do autor que, nessa fase final em que eu encerrava o livro e pensava se seria boa ideia continuar a ler, olhava para o JoãoTordo e pensava " 'tás-te aí a rir, tramaste-me bem". querem ver que eu agora gosto de policiais?

leitura obrigatória. têm dúvidas, atrevam-se...

*não ler o final quando o que se precisa é de descanso e sono... não vão ficar descansados. muha-ha-ha

4 comentários:

  1. Huuuum... se eu puder até me atrevo a lê-lo ;)

    Obrigada pela belíssima sugestão.

    Beijinhos

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  2. Hum...fiquei com a pulga atras da orelha e estou tentada a comprar para le-lo!

    Baci*

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  3. Nunca li nada do João Tordo, mas ando a ficar curiosa. Já não és a primeira pessoa que diz que ele é muito bom. Mas com esta história do "medo" fiquei ainda mais curiosa!

    *

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  4. :) é um livro que recomendo. poderá não ser do agrado de todos mas acho que é difícil não nos "agarrarmos" ao enredo... há sempre curiosidade em ver os mistérios resolvidos:)

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