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é a crise, sabes?


imagem via Dwell

o ritmo de trabalho não é constante. se há dias em que 24 horas nos parecem pouco, outros há em que o ponteiro parece, teimosamente, não sair do sítio. na grande parte das vezes o tempo flui, o trabalho desenvolve-se, discutem-se ideias, apresentamos soluções e o que temos para fazer é feito, ao ritmo do dias, a velocidade cruzeiro. normalmente.

em teoria, eu já sabia da existência de tempestades. tempos em que as águas se agitam e o trabalho de equipa é essencial para o alcançar da, tão desejada, bonança. o problema é que a tempestade chegou e cada um rema para o seu lado. tudo serve como desculpa para que cada um se "salve como puder". nestas alturas, o papel do líder é essencial. é ele quem solta palavras de ordem à navegação, evitando situações de desespero. é ele que serve de guia, para que todos tentem alcançar o mesmo fim.

neste momento, estou em plena tempestade. o meu líder, já tem a única bóia de salvação à cintura e prepara-se para saltar fora do barco. por isso tenho de "lutar pela vida". impedir que o barco se afunde mas também, lutar com todas as forças para que essa bóia de salvação me pertença. e nesse caso, enfrentar quem, um dia, me guiou.

neste momento, a palavra crise, está a servir de desculpa perfeita para que me sejam retirados direitos, dos mais básicos e elementares, sem qualquer tipo de aviso prévio ou respeito pelos anos que dediquei a este barco.

por isso, resolvi ser eu a soltar um grito de aviso à navegação. soltei um alerta. ou continuamos rendidos ao medo ou optamos por levar o barco a bom porto. mas... não prescindo dos meus direitos. e aquela bóia também pode ser minha... nem que para isso tenha de enfrentar o líder. com todas as minhas forças.

Captain Jack Art Sparrow a caminho...

*sim, sei que são palavras vagas e entendo que tenham dificuldade em perceber.
mas talvez tenha chegado mesmo a altura.

14 comentários:

  1. Porque eu acredito mesmo que "a sorte protege os audazes" por isso, a única coisa que posso dizer é "Muito Boa Sorte!" :)

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  2. Não são tempos fáceis mas tens uma bóia só tua, que é a tua maneira de ser, criatividade e vontade de dar a volta por cima. Assim, enfrenta-os de frente porque vais chegar a bom porto... Bjs xx

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  3. obrigada, Vera e Paula.
    não é fácil mas é necessário.
    não se pode aceitar tudo, "a qualquer custo".

    e sim, verdade, tenho sempre o meu "plano de emancipação" para colocar em prática;)
    beijos

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  4. Gaja es o meu orgulho, assim e' que e' falar...
    beijinho

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  5. Como dizem os piratas:
    "Arg[t]... Arg[t]..."

    Enfim, usa o jack como inspiração que o gajo faz trinta por uma linha e safa-se sempre ;)

    Beijoka grande
    May de doGs be with you

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  6. É triste... No fim acabamos por ser sempre apenas um número, não importa todo o trabalho que se fez, os anos dados à casa, pelo menos já sabes com o que contas... Por vezes é este tipo de "estalada" que nos ajuda a seguir o caminho correcto...
    Tenho a certeza que vais encontrar o teu!!!
    Jocas

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  7. de vez em quando lá tem que ser.
    É o chato de se ser adulto

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  8. Percebi-te perfeitamente, até porque a "crise" tambem anda a justificar muita coisa no meu trabalho. Mas com toda essa força, tenho a certeza que darás a volta por cima. Um grande beijo minha querida!

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  9. Hello!
    Sou advogada com uma especialização em Direito do Trabalho, se precisares de algum conselho, manda-me um mail: citrag (at) gmail.com
    Força aí!

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  10. Isto anda a ser uma constante em todo o lado. Admiro imenso a tua capacidade de não desmoralizares. Força!

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  11. Como te compreendo!
    Ainda mais, conhecendo o contexto profissional de que falas, conheço perfeitamente a sensação... a metáfora do barco também me é familiar :) puseram-me demasiadas vezes em cima das costas a responsabilidade de não o deixar afundar sem nunca me felicitarem por não o ter deixado ir ao fundo!
    Às vezes, é mesmo preciso perder o medo... e seguirmos o caminho que sentimos ser nosso. Aturei muita coisa e sei que tu também... mas quando começamos a abdicar de direitos que achamos essenciais (há que usar o bom senso, é claro), começamos a por em risco a nossa própria sanidade mental.

    Beijo, coragem e boa sorte!

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  12. As desculpas não justificam tudo, compreendo perfeitamente o que dizes e estás a sentir.
    Neste momento estou a navegar sozinha mas já fui muito injustiçada. Fiz o meu estágio de admissão à Ordem na Câmara do Porto e conclui na Câmara de Matosinhos... sem remuneração claro. Consegui fazer o estágio profissional em Matosinhos e voltei a ficar sem remuneração, mas mantive-me lá com promessas e mais promessas. As semanas foram passando e os meses também... até que chegou o dia em que me disseram "anda aqui a fiscalização e como estás a ocupar um posto de trabalho numa situação irregular vais ter que cotinuar o teu trabalho em casa". Fiquei para morrer... Andei a dar o litro para nada. Fiquei sem rumo e sem hipótese de arranjar mais nada pois tinha projectos a decorrer na Câmara de Matosinhos. Fui muito mal paga pelos projectos adjudicados e acompanhamento de obra. Hoje estou orgulhosa do meu percurso, mas muito decepcionada com a insensibilidade das pessoas... Segui a minha vida, mas não foi nada fácil.
    É esse o motivo pela qual fico tão, mas tão feliz pela chegada de trabalho inesperado...
    Desejo-te muta sorte amiga e luta pelos teus direitos todos...


    Beijinhos, Su.

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  13. Ana e Su, sei que vocês não só entendem, como sentem, cada palavra que escrevi.

    acho que todas chegamos à conclusão que há uma altura em que se tem mesmo de dizer "chega". somos pessoas prestadoras de um serviço e não um objecto. não podem exigir competência e dedicação, quando a moeda de troca é desprezo e, acima de tudo, uma falta de respeito total pelo nosso trabalho.

    o que não mata faz-nos fortes e a nossa sanidade não há dinheiro que pague...
    beijos!

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