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"já não é austeridade, é brutalidade"

por favor, visualizar este vídeo

eu compreendi tudo.
obrigado, foram todos muito porreiros, pá.

(por razões de segurança pessoal o texto, infelizmente, foi removido)

43 comentários:

  1. Concordo com tudo o que escreveste, e acho que cada governante que cria buracos financeiros, que permite derrapagens a esse nível, deveria ser punido criminalmente, porque quem paga é que não tem nada a ver com isso e não quem cometeu o "crime". Mas somos obrigados a encarar que neste momento não há outra solução, que se não atingirmos determinadas metas não somos financiados pelo exterior, e isso significaria o caos total! eu estou muito longe de ganhar €1000,estou longe dois tempos em que era professora e ganhava perto disso, em que tinha ADSE. Hoje trabalho no privado e ganho muito menos do que um funcionário público ganha nas mesmas funções, por exemplo. Compreendo o ponto de vista dos funcionários públicos, porque sempre disse que os que trabalham no duro não merecem ser vistos da mesma forma do que os que não fazem nenhum, mas mesmo assim, sem subsídios de férias e natal, fazendo bem as contas, ainda ganham bem melhor do que eu no privado tendo direito aos mesmos...desculpa o testamento e o desabafo, mas vejo que há muita gente que fala mas que continua de "barriga cheia",que em vez de ganhar 4000 só vai ganhar 2000...enfim, não consigo ser solidária com esse tipo de argumento...
    bj!

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  2. E nós que sempre demos o suor do corpo, muitas vezes relegando os nossos direitos para segunda plano, por lutarmos por uma empresa que julgamos um pouco nossa. E quando agora olho à minha volta, tenho emprego sim, mas quando penso no que poderia ter se não fosse em considerações por quem um dia, quando não precisar de mim, me passará literalmente a desconsiderar. Por isso tomei a decisão que tomei ano passado, e com todos os sacrificios que possam imaginar estou à procura da minha praia, beijocas

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  3. COncordo plenamente . Se não te importares gostava de deixar o teu link no meu blog pois dee haver tanta gente a pensar assim...

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  4. é uma máquina muito complexa e pesada. acho que raras vezes tivemos governantes competentes.
    e o povo é que paga...

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  5. Rita, acredita, havia outra solução.

    aliás, verás que quando (se) chegar a altura dos incentivos, o dinheiro será distribuído pelas empresas e não pelos trabalhadores. o que perdemos agora é permanente.

    quanto à função pública, para mim é apenas mais um reflexo da má gestão governamental. e lá, como noutros tantos locais, há os que trabalham e os incompetentes. e talvez não sejam os salários deles que estejam mal atribuídos mas sim o teu e o meu não?

    e não me parece que sejam os que ganham 4000 que se estão a queixar, não me parece mesmo.

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  6. Poetic Girl, exactamente. estou numa situação idêntica à tua. à procura de uma solução, nunca conformada com a areia que me atiram para os olhos...

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  7. mão de mãe: são interesses atrás de interesses. favores atrás de favores... círculo vicioso.

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  8. Neste momento, tenho vergonha do estado a que chegamos. E acho, muito honestamente, que estamos a seguir o caminho da Grécia, ainda que com desfasamento de um ano. E não, não sou funcionária pública. Mas também sinto na pele todas estas medidas. E não, não me queixo, porque pelo menos tenho emprego (por enquanto). Mas é triste quando chegamos ao ponto em que temos de pensar assim. Quando vemos que o fomos adquirindo nos está a ser cortado aos poucos. Estou triste. Mas estou, sobretudo, chateada.

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  9. O teu texto reflete exatamente aquilo que penso.
    Sempre com palavras tão correctas Art.
    Estando no desemprego neste momento e à espera de 2 crianças, só espero que o Estado não se lembre também de me cortar no subsídio de desemprego. :(

    Beijinhos

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  10. eu nunca passei dos 500 euros ahaha e já trabalhei que nem uma mula.
    Mas pronto assim vai-se longe pelo que dizes.

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  11. Soinita, espero mesmo que não. mas não me admiro que a minha empresa feche e eu venha para casa com uma palmadinha nos ombros...

    Ana: trabalho é o que nos é exigido, e é isso que temos de agradecer, e sem falar muito...

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  12. Art,
    sinceramente acredito que estas medidas sejam temporárias, tenho de acreditar que sim. O facto é que há muita coisa que está errada na função publica, mas a culpa é de quem gere " a casa". Por aqui, os funcionários da câmara têm transporte gratuito, ou seja, vão várias carrinhas buscar os funcionários onde quer que eles vivam, trabalham das 9 às 16:30, vão em grupos ao café , no dia da mulher levam todas as funcionárias a Lisboa para passear... acho flagrante que um organismo público seja gerido desta forma. Compreendo que se sintam revoltados, mas por aqui há muita gente que ganha mesmo muito bem a abrir a boca para se queixar. Como te disse eu já fui professora, já passei pela F.P e quando olho para os recibos de há 10 anos atrás, em que ganhava basicamente €1000, às vezes mais, a vida que tinha, e olho para o que recebo hoje até me dá vontade de chorar. No privado continua a viver-se muito pior, acredita.
    Não leves a mal o que digo, ok? è apenas a minha opinião e gosto de ti sempre, ouviste?:)

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  13. O país corta-nos as asas e os pés. Dou-vos o meu exemplo. Eu já trabalho de forma precária, não só a nível financeiro. Terminei a minha licenciatura há 1 ano e meio. Já tive que trabalhar ao mesmo tempo que estudava para a poder pagar. Duvidei muitas vezes das minhas capacidades por ser muito cansativo e difícil de gerir, mas sempre continuei pensando que um dia iria compensar o esforço. Passado 1 ano e meio, tenho que me gerir com dois trabalhos distintos, um que nada tem a ver com a minha área, onde faço 6 horas, tenho um contrato a termo e sou quase considerada "lixo" na empresa, não sinto qualquer reconhecimento ou valor por aquilo que faço e ainda levo com pressões negativas de colegas e superiores. O outro, na minha área sim, mas onde faço mais 4 (ou mais horas)e estou a recibos verdes, sem nenhuma segurança e um mísero ordenado e onde o meu patrão está constatemente a exercer terror psicológico aos seus empregados, ameançando que vai fechar a empresa sem dar nada a ninguém, porque "isto está mau" e ainda desvalorizando o trabalho que cada um faz com muito esforço e empenho. Considero-me uma pessoa feliz e satisfeita com a minha vida, porque apesar de tudo, sou positiva e sei que há pessoas bem piores que eu e dou muito valor àquilo que já consegui na vida pelo meu esforço. Mas que futuro tenho eu, penso? Eu e muitos como eu? Para que fui tirar uma licenciatura? Na minha área são uns lobos de Homens, mas agora vejo que já é em todo o lado assim. literalmente o salve-se quem puder. Colegas a "queimarem" outros, patrões a pisarem funcionários..Não penso emigrar, mas fico triste por não nos deixarem mostrar aquilo que valemos. Beijinho *

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  14. Rita, não está em questão gostarmos ou não uma da outra, carago. já sabes que me sinto à vontade em te dizer o que penso, mesmo quando é contrário à tua opinião ;)

    eu discordo que seja a função pública a estar revoltada porque eu estou e não o sou, tal com várias pessoas que aqui comentaram. e tu também verás, que o privado irá adoptar essas medidas nos subsídios dos trabalhadores. óbvio que sim. eu, que ganho menos de 1000 vou perder o sub natal e o meu marido que ganha pouco mais de 1000 vai perder o de férias e natal...

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  15. comentei com o meu pessoal... mas sou eu, a Art:)

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  16. Art,
    por aqui, se o estado não nos cortar na comparticipação mensal, ficará tudo na mesma, já recebemos garantias disso. Se o estado cortar no que nos dá mensalmente ( somos uma IPSS) provavelmente isso acontecerá. Vamos aguardar para ver o que acontece. Eu provavelmente sinto-me revoltada com certas coisas, porque na Câmara Municipal daqui passam-se coisas graves e flagrantes...há quem trabalhe por três ou quatro porque há muitos que só se passeiam pelos corredores...enfim, se calhar estou a pensar mal, mas continuo a acreditar que se não forem tomadas medidas já, o país cai na desgraça total. Temos de acreditar que vamos ter resultados positivos no futuro. O pior mesmo é o desemprego que se vai gerar e as consequências que daí resultam. Viver com menos é uma coisa, ficar desempregado então, nem quero pensar. bj!

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  17. Pois é... E vamos para pior... Como sabes já mudei de emprego imensas vezes, apanhava sempre as vacas magras quando chegava às empresas... Duas já faliram, duas ou três devem estar quase em insolvência e uma está mesmo em insolvência, isto é o que eu sei... Ando novamente à procura de emprego, assusta-me não ver anúncios, assusta-me os que vejo em que querem tudo e mais alguma coisa, mas nunca mencionam o pagamento... Fui a uma entrevista, em que seria para recibos verdes, depois descobri que iriam pagar à hora, pensei realmente só estava a faltar esta, mas achei piada que queriam disponibilidade total ao final do dia e aos sábados, o valor hora era para quando não houvesse trabalho, ficava em casa, e depois pegasse ao trabalho ao final do dia e ao sábado... E isto ainda vai piorar... Porque na altura não me deram o valor hora, perguntaram quanto queria para lá trabalhar, pedi um valor semelhante ao do meu primeiro emprego (anterior ao estágio profissional) e tenho noção de que nem me vão ligar...

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  18. ao ler o teu texto estava a ver retratada a minha situação!

    E no fim ainda somos coagidos a dizer obrigado porque temos trabalho, sim trabalho porque não lhe podemos chamar emprego!

    http://paginaaolado.blogspot.com

    *

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  19. Brutal está este texto! Perfeito no intuito.
    Sublinho tudo o que escreveste.

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  20. É complicado Art, mesmo muito.

    Estou numa área completamente privilegiada. Tirei o curso que queria, na faculdade que escolhi. Acabei o meu curso e arranjei logo emprego. Estou a contrato mas sei que irei, renovar. Ganho razoavelmente bem dado o panorama geral. E quando digo que quero procurar um emprego melhor, mais aliciante, numa cidade de que gosto mais, todos acham que estou maluca. "Mas não estás bem?" "Estou, mas acho que consigo estar melhor!".

    Sou uma privilegiada, mas isso não implica que tudo isto não me chateie e deixe muito triste. Sempre defendi que o problema não é só o Estado, somos "nós". "Nós" que não vamos às urnas. "Nós" que não vamos à luta. "Nós" que nunca acreditamos nas histórias de sucesso. "Nós" que vivemos numa inércia constante. "Nós" que passamos a vida a apontar o dedo, sentados!

    Sempre achei que com mérito, com trabalho, com empenho, as coisas podem ser sempre diferentes. Vejo à minha volta exemplos claros disto. Gente que arregaça as mangas e gente que só espera que o céu não lhes caia em cima da cabeça. Gente que "está bem" e gente que "vai andando". E sempre achei que os que não estão um bocadinho melhor é porque não querem.

    Mas é tão difícil! É muito difícil continuar optimista. É muito difícil conseguir coragem para comprar uma casa quando parece que está tudo prestes a ruir. É muito difícil querer apostar em coisas novas quando parece que o esforço é sempre unilateral e que os problemas caiem sempre sobre os mesmos. É muito difícil convencer alguém que as coisas vão ficar bem quando eu começo a não conseguir acreditar.

    Nunca me considerei da geração "à rasca", talvez apenas da "desenrasca". Sempre quis arregaçar as mangas. Mas porra, lutar contra a maré cansa!

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  21. Concordo tanto com este post. Tanto.

    E, infelizmente, li o comentário da Rita G. e não posso ficar impávida. O argumento de não nos podermos queixar porque até ganhamos mais que no provado é uma falácia atroz. Ainda por cima vindo de alguém que trabalha (pelo que diz) numa IPSS, sendo que estas são financiadas maioritariamente pelo Estado. E se eu chegasse aqui a dizer que muitas IPSS são chupistas e subsidiodependentes? É muito fácil encher a boca sobre o trabalho dos outros, mais piudor, por favor.

    Trabalho no público. Concorri, submeti-me a provas, sem cunhas, demonstrei que era capaz e fui admitida. Nos primeiros 4 anos de carreira chegava a trabalhar 12 horas por dia, sem contar com as preocupações que levava para casa. Sou licenciada, gasto em livros para estudar e fazer bem o meu trabalho. Sou conscenciosa, tenho orgulho no serviço público a que pertenço. Muito orgulho. A Rita, se quisesse ganhar o que eu ganho, só tinha uma solução: ter-se sujeitado às mesmas provas, avaliações, estudo constante, horas intermináveis de trabalho, pressões pesadas. E hoje via-se a ganhar o que ganhava há dez anos (tenho 14 de carreira). Força, faça isso. E pode ganhar o que nós ganhamos, nós, os privilegiados que pagam todas as facturas.

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  22. Primeiro que tudo - e muito importante, o teu texto está sublime.

    Agora, relativamente à minha opinião, só consigo dizer que estou chateada, muito chateada. Felizmente ainda me considero uma privilegiada (até ver), mas custa-me muito a situação pela qual estamos todos a passar. Por outro lado, também me custa que não se reconheça que a culpa é de todos (e aqui não falo do povo). Refiro-me às entidades sindicais que não valem um chavo, à oposição que comenta segundos imediatamente depois de ser apresentado o orçamento sem parar um segundo para pensar, a governantes que só fizeram asneira e depois são eleitos para Presidente da República (somos um povo de memória curta) e por aí fora...

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  23. Candy: surreal amiga, surreal...

    Página ao lado: somos muitos :)

    obrigada Tsuri

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  24. Vera, concordo e entendo tudo o que aqui escreveste. e acredita, apesar de revoltada, ainda não perdi o optimismo. é o que nos resta, certo? isso e muita vontade e ideias para "dar a volta", ficar em casa a chorar é que não...

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  25. Izzie,
    sabe se eu não me candidatei, sabe se não estudei??
    Sou professora profissionalizada, ao ficar sem colocação trabalhei e várias áreas, dei formação, candidatei-me a lugares públicos que foram atribuídos a pessoas que por vezes nem tinham qualificação para elas e hoje trabalho numa IPSS que ajuda muitos idosos com reformas de 200 e poucos euros! Ficou esclarecida? Se neste momento me dou por contente por ter emprego? Sim, olhndo ao facto do país estar como está, mas isso sou eu, acho que cada um sabe de si, se acham que é uma boa altura para arriscar, força. Eu tenho um marido que tal como eu ganha pouco e uma filha para sustentar, por isso perdom-me a minha burrice por continuar num lugar onde nem ganho €800,00...

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  26. Izzie: eu sou filha de pais professores do público, cujas histórias de vida foram uma luta constante para leccionar, verdadeiramente por paixão.
    eu que os vi, trazer para casa miúdos para dar explicações, e quando digo dar é porque deram e não venderam, também me custa muito ouvir generalizações incorrectas sobre os funcionários públicos. mas a Rita tem direito à sua opinião e fê-lo livremente. tal como referi, trabalho no privado e vejo muito saco azul e esquemas estrambólicos à minha volta...

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  27. Me, concordo plenamente.
    e também eu sei que tenho sorte, por muitos motivos. mas isso não faz com que não me sinta revoltada, tal como tu. e nem quero introduzir o tema do Presidente da República...

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  28. A Rita tem direito à sua opinião, mas senti-me ofendida. E escusava ela de se ter sentido tão enxofrada. Se é professora profissionalizada, e não continua na carreira é porque decerto fez opções. Todos as fazemos. Eu fiz, e muito me custaram. Se calhar não quis ir leccionar para Trás os Montes, como acontece a muitos. A minha mãe também foi professora, e passou as passinhas até ficar perto de casa - e eram outros tempos, com mais vagas.
    Mas o argumento de que temos emprego certo e ganhamos mais que no privado, e por isso devemos estar gratos? É mesquinho, pequenino, portuguesinho. É o habitual apontar de dedo, mas sem saber o que se faz ali ao lado. Os exemplos que dá, Rita G., são de quem está de fora, e muito "conversa de café". Se calhar agora está a pensar que eu sou má funcionária, por estar aqui a responder-lhe, por exemplo?

    No resto, se alguém que conheço ganha melhor que eu, não fico a espreitar-lhe a conta e a torcer o nariz, fico contente. Conheço quem ganhe mais que eu e muito fez para o merecer, trabalhou e esforçou-se o que eu, se calhar, não estaria disposta. Merecem o meu aplauso, e não que lhes esfregue na cara que ganho menos.

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  29. Olha eu nem sei comentar isto... mas dou-te os parabéns pelo belíssimo texto. Até fica mais ligeirinho de digerir, ehehehe

    beijinhos

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  30. Depois do comentário que escrevi ali em cima, tive de vir aqui outra vez para um desabafo final...

    Sabem, no meio disto tudo, o que mais me custa? Falar com a minha mãe (professora primária reformada) e sentir, nas suas palavras, uma resignação profunda e uma descrença total em tudo. Custa-me muito por ela. Parte-me o coração.

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  31. Revejo-me tanto nas tuas palavras... Àmen para ti que escreveste palavras sábias e tudo aquilo que sinto tantas vezes que quero correr e gritar ao vento e sabe-se lá porque não o faço...
    Posso partilhar o teu texto no meu blog?

    beijinhos

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  32. Izzie,
    desde já, se a ofendi, peço desculpa, não era a minha intenção. Nos organismos públicos tal como nos privados, há bons e maus profissionais. E não, não digo "que raiva, ganham mais do que eu, agora tomem lá para aprenderem", não é essa a minha atitude, foi apenas uma constatação, um facto. Eu já fui funcionária pública e ganhava bem melhor do que ganho hoje no privado, facto, constatação. Não há aqui nenhuma mesquinhice ou frustação escondida, acho que devemos sempre lutar por mais e melhor. Simplesmente acho que como o país está, temos que olhar não só para nós, mas pensar tb em quem ainda está numa situação mais complicada que nós. Se alguém tem de fazer sacrifícios não são os que ganham menos, não acha? Porém, a classe média é que está a ser mais penalizada, quando quem deveria pagar estes erros graves foi quem os cometeu e não eu ou você. E quanto à IPSS onde trabalho,foi aí que me custou mais ler as suas palavras, porque se não fosse esta Instituição na aldeia onde vivo, os idosos não tinham onde comer, quem lhe desse banho ou limpasse a casa. O subsídio que recebemos tem de ser muito bem gerido, porque como sabe, recebemos por utente, pois eles pagam valores minímos pelos serviços. Temos pessoas que pagam cerca de €40,00 por comida o mês inteiro, higiene pessoal e habitacional, um valor completamente simbólico.
    Já expliquei a minha posição, não é mesmo a minha intenção ofender ou desrespeitar alguém, por isso mais uma vez digo, cada um sabe de si, e cabe a um decidir como gerir melhor a sua vida neste momento.

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  33. Acho que a RIta não entendeu a ironia quando me referi às IPSS. Só estava a demonstrar como é fácil generalizar, sem conhecimento de causa, e não ponho de alguma forma em causa o seu valor. A minha cunhada trabalha numa IPSS muito meritória, que se calhar até devia ser mais apoiada (por norma prestam um serviço à comunidade que de outra forma não existiria) e ganha muito mal, verdade. Mas foi uma opção dela. sabia ao que ia e o que ia ganhar. E podia ganhar bem melhor se não tivesse encostado à box. Eu não encostei, comparada com ela; comparada com antigos colegas de faculdade, sim.

    O que defendo é que cada um cuide si. Ah: mil euros não dá para nada. Quando comecei a trabalhar ganhava menos que isso, na altura ainda dava. Mas estávamos em 1997, ainda não havia euro, uma carcaça custava 5$00, uma bica 50$00.

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  34. obrigada Su. é apenas um ponto de vista, absolutamente parcial.

    Filipa, entendo-te, a minha mãe, por questões de saúde, já é reformada, apesar de não ser essa a sua vontade mas teve mesmo de ser. o meu pai, como dizes, sofre diariamente, com a situação em que está o Ensino, a Educação dos alunos, a vontade de aprender... e sim, é tristeza que vejo naqueles olhos.

    Claudia, obrigada, podes partilhar sim. apenas peço que refiram a fonte, naturalmente. beijo... não digas Ámen, sou de carne e osso ;)

    Rita e Izzie, a revolta por vezes "aquece" discussões mas acho que ambas mostraram pontos de vista, com muita educação. e este post serviu mesmo para isso, para reflectir no assunto.

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  35. Concordo pq é tudo verdade. E infelizmente, olho em redor e vejo que é a nível mundial!
    Bjs *.*

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  36. Sim, claro, com fonte ;) Ou não fosse eu bibliotecária! beijinhos

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  37. haha, então está o direito de autor asseguradíssimo:D

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  38. Que texto sublime!!!! Fantástico! Muito bem escrito, coerente, bem pensado, bem reflectido!! E como sempre tenho que concordar contigo. Pena só agora ter chegado a ele porque como funcionária pública que sou , o meu trabalho não termina às 5, mas termina quando deixo de conseguir pensar. Sim porque não termina quando o trabalho termina, porque esse não termina. E entra ali pela porta de casa, todos os dias da semana, e muitos fins de semana, a maior parte deles. Mas estas medidas geram mesmo isto: colocam uns contra os outros, ou uns a dizer coisas do género "é bem feito" perante a tristeza dos outros. Só pessoas com uma inteligência e sensibilidade ímpar consegue escrever este texto, com a indignação dirigida a quem o deve ser. Mas eu percebo alguns dos comentários que são feitos porque ainda hoje estava a ouvir um colega da minha classe que dizia: e esses arquitectos todos da parque escolar que ganham milhares! Bem, e eu conheço 3 arquitectos que trabalham na parque escolar e 800 euros ganham.................

    beijos nossos. E sou tua fã!

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  39. Estava a tentar deixar um comentário, mas estava demasiado confuso. Porque me sinto zangada, de tal forma zangada com tudo isto que os pensamentos se atropelam e as palavrinhas que gostaria de dirigir a estes senhores governantes são mesmo feias.
    Quando os meus colegas, da minha idade e que estudaram comigo, se assumiram da "geração à rasca" e da "geração 1000€", eu ri-me. Ri-me porque pensei "eu cá sou 1/2 geração à rasca, uma espécie embrionária qualquer, porque não ultrapassei a barreira dos 500€". Desde 2007. A crise, a porcaria da crise é uma desculpa. Porque o que se anda a fazer, a forma como se gere o país, no público e no privado está perfeitamente descrita neste texto. É uma brutalidade, sim.
    Cá pela minha zona diriam "tás-me a fo*** e eu a ver" e foi precisamente o que pensei ontem ao ouvir o Passos Coelho. Tal como antes já pensei dos meus chefes e do meu patrão.

    Não precisamos partir montras nem pôr o país em estado de sítio. Certamente, como na Grécia, seria pior a emenda que o soneto. Mas precisamos estar unidos, mais que nunca, erguer a cabeça e enfrentar o que aí vem.

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