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Transformer

O meu escritório transforma-se. Tal como eu. Mais do mesmo não existe nestas bandas. Aleluia to that!
Ontem foi altura de substituir o computador pela máquina de costura dos meus sonhos. Quando comecei a interessar-me pelos blogues, um dos primeiros que me conquistou foi A Ervilha Cor de Rosa. Quando lia aqueles textos e via aquelas fotos sentia-me bem. E é pouco mais que isso que eu quero da (minha) blogosfera. A Retrosaria (para quem não sabe, a loja da Rosa Pomar, autora do blogue que referi) representa uma conquista e um estilo de vida que me agradam. E a Juki é uma das máquinas que recomendam. E eu queria uma Juki há muito, muito tempo.
Um dia, ao passear pela minha terra vejo-a  - à máquina! - a espreitar numa montra. Recuei com a minha filha e disse: "Eu queria tanto aquela máquina, pequena!" Ao que ela respondeu "Isso custa muito dinheiro, anda para casa mamã". Senti que os papeis se tinham invertido, naquele momento. Por isso fiz o que uma criança costuma fazer: pedi autorização ao pai. E ele deixou.
O preço era o mais simpático que alguma vez tinha visto e ainda me fizeram desconto de "vizinho". Como expliquei que era amadora disponibilizaram-se para me ensinar as noções básicas, quando quisesse, até podia ser agora. E foi. Com a minha filha ao colo, uma simpática senhora explicou-me tudo e disse para voltar. No fundo da loja, 5 mulheres costuravam, umas ensinavam outras aprendiam, uma fazia um saco de pão e a outra um casaco de fazenda "damn!".
Quando acabou a demonstração a minha filha dormia no meu colo. Como quem estava na loja perfazia uma média de idades muito superior á minha, insistiram para ficar. "Ai que alegria, não há nada melhor que um filho nos braços." "Ai que saudades do meu assim" "Olhe que linda, parece um anjo".

Uma hora depois o meu braço começava a ceder e, depois de ouvir histórias sobre próstata, traições e danças de salão, resolvi acordar a pequena que ao abrir os olhos me diz "Mamã, quero ir comer um queque!". E fomos. 
Ontem aventurei-me a solo. Correu bem, fiz-lhe uma bolsa para os lápis de cor mais pequenos e comecei a boneca de pano que veio do outro lado do oceano. Como ainda não tenho o material para encher o interior da boneca... ok e porque tinha receio de fazer asneira, comecei pelas fitas do cabelo. O cão ABC adorou.

My office is a transformer. Like me. There's always something new around here. Aleluia to that!Yesterday was time to replace the computer for the sewing machine of my dreams. When I started reading blogs, one of the first that I loved was A Ervilha Cor de Rosa. When I read those texts and saw those pictures I felt such a joy. And it is basically what I want from (my) blogosphere. A Retrosaria (for those unaware, it's Rosa Pomar, author of the blog I mentioned, store) represents an achievement and a lifestyle that I like. And that was when I first saw the Juki machines. And I wanted a Juki for a long, long time.One day, while walking through my city I saw it - the machine! - peering into a shop window. I was with my daughter and said: "I wanted so much that machine!" to which she replied "That costs a lot of money mom, let's go home." I felt like the roles were reversed. So I did what a child usually does: asked the father for permission. And he said ok.The price was the nicest I had ever seen and I still had "neighbor" discount. As I explained I was an amateur they told me they could teach me the basics, whenever I wanted to, could even be right now. And it was. With my daughter in my arms, a nice lady explained everything and told me to go back if I wanted to learn more. In the back of the store, 5 women sewed, some taught and other learned, one was sweing a bag of bread and another one a coat!
When the demonstration ended my daughter was sleeping on my lap. As anyone who was in the store equaled an average age far superior to mine, they insisted for me to stay. "Oh what joy to have a child in our arms." "Oh how I miss my baby" "Look at that her so beautiful, like an angel."An hour later my arm started to give in and, after hearing stories about prostate, betrayals and ballroom dancing, I decided to wake up my daughter and as soon as she opened her eyes, she told me "Mom, let's go eat a cupcake." And so we did.Yesterday I worked on solo for the first time. It all went well, and I made her a bag for the crayons and started a rag doll that came from across the ocean. As I don't have the material to fill the inside of the doll, yet ... ok and because I was afraid of messing up, I started by the hair ribbons. The ABC Dog just loved it.

7 comentários:

  1. E olha que mudança boa!
    Eu já estive para me aventurar nesse campo.
    Acho que podemos fazer coisas lindas mesmo.
    Mas como nao tenho nenhuma maquina, deixei-me ficar.
    Pode ser que daqui a uns tempos a vontade volte.

    Eu que fui menina vestida pela avo, tenho bichinho guaradado aqui dentro.

    Alias, fui eu vestida e as minhas bonecas tambem :)

    Feliz dia, xi

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  2. E é assim que se começa, baby steps. ;)
    beijocas
    uba

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  3. Que máximo!!! Acho que vão sair das tuas mãos coisas bem giras!! Por cá temos tudo para nos aventurarmos... falta mesmo o jeito, ou talvez as lições iniciais (em modo presencial e não pela internet). beijos nossos

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  4. Eu também comecei este ano... Como já te tinha dito, vais adorar ;)

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  5. Essa maquina promete :-)
    agora e' sempre siga no pedal :-)
    tenho de investir numa tambem
    bjinhos estou ansiosa por ver a boneca
    eu enchi a da Bu com uma almofada do IKEA lol

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  6. A minha mãe tem uma Singer de pedal e roda, que me fez de desistir da minha carreira de Estilista :D
    Mas confesso que ando de olhos nas máquinas do Lidl e do Ikea... Mas tenho de ver se lhes darei rendimento, entretanto lá terei de recorrer à mãe ou à sogra :D

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  7. O meu caso é um pouco ao contrário do teu. Antigamente fazia a minha roupa, cortinados, tudo o que fosse necessário em casa mas, hoje, nem lhe pego. Não tenho tempo, os dias voam e preciso de dormir, o que antigamente pouca falta me fazia. Com a idade o tempo diminui ou porque nos dedicamos a mais coisas ou porque demoramos mais a fazer as coisas, não sei. Beijinhos

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