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Olha a bola, mãe.


Enquanto vou rabiscando as narrativas para as histórias infantis que ando a magicar, dei por mim a pensar na minha fonte inspiração, a mais acessível e abrangente que qualquer pesquisa nesse infindável mundo cibernético: a minha filha. Gosto muito de dizer cutchi-cutchi a um bébé de colo mas dêem-me uma criança "+3" e sinto-me no paraíso. A imaginação e fantasia que povoam o universo destes pequenotes é para lá de entusiasmante. Aquela curiosidade dos "porquê?" e "para quê?" que irrita tanta gente é, para mim, um admirável mundo novo.
A minha filha tinha dois anos quando me apontou para o ar e me disse que estava a ver uma bola. Se há coisa que não ignoro é o olhar científico dela. E lá estava, no beiral de uma casa abandonada, vive uma bola laranja e branca. Os anos passam e ela lá continua. Não há um dia em que, ao passar naquela rua, não conversemos sobre ela, sobre como terá lá ido parar e quanto tempo irá permanecer assim. Segura, colorida e especial. Às vezes dizemos-lhe apenas "Bom dia". Achamos que somos as únicas que conhecemos o paradeiro desta bola, apesar de estar em frente a uma das esplanadas mais movimentadas da cidade. Digam lá se isto não é matéria prima de top, para um conto infantil?

While I'm scribbling my own narratives of children's stories, I found myself thinking about my inspiration source, the most accessible than any research in this endless cyber world: my daughter. I love to hold a baby in arms but give me a child "+3" and I am in paradise. The imagination and fantasy that populate the universe of these little ones is beyond exciting. That curiosity of "why?" and "how come?" that irritates many people is, to me, an exciting new world. 
My daughter was two years old when she pointed to the air and told me she was watching a ball. If there is something that I don't ignore is her the scientific eye. And there it was, in the eaves of an abandoned house, lives a ball, orange and white. Years pass and it remains there. There is not a day that, while passing that street, we don't talk about it, about how it might have ended up there and how long it will remain like that. Safe, colorful and special. Sometimes we just say "Good morning." We think we are the only ones who know the whereabouts of this ball, despite being in front of one of the city's busiest terraces.  
Now tell me if this isn't top material for a children's story?

8 comentários:

  1. Top e com topping. Este calor já pede! :D
    Beijocas

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  2. Eu sou uma "das que nunca a viram"! :) Parece-me perfeito mesmo ;)

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  3. A imaginacao deles nao tem limites.
    Sem duvida que voces teem conversa para muito tempo.
    Quantas viagens ja nao fizeram?? :))

    Feliz dia art,xi❤

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  4. Porra realmente como e' que ela tao pequenina viu a bola :0)
    fofinha que so' ela
    bjnhoss

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  5. Tens mesmo aí um ponto para começar uma história:) E graças à tua menina:) bj!

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  6. Acho que um bom ponto de partida para uma bela história :D

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  7. Um mistério. Como está ela segura? Deixaste-me curiosa. Observadora a filhota. Beijinhos

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  8. Mary Brown, está bem "encaixada" no beira... deve ter sido um chuto brutal que a fez ir ter ali... e ali ficar :)

    Beijinhos a todas

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