x

O Miró que nos salva da crise ::: Miró saves us from crisis

image via PUBLICO
(Aviso: este texto é irónico)
Respiremos fundo cidadãos. Eis que foi descoberta a solução para esta crise que nos assombra. Diz que apareceram por aí um determinado número de quadros que valem um determinado número com muitos dígitos. Pertenciam ao numeroso buraco do BPN. Todos nós andamos a contribuir para reduzir esse número redondo com um certo e determinado número de euros. Suspiremos de alívio, os nossos problemas acabaram. Ups, afinal não. Está tudo na mesma. Mas falemos de números. Vou mostrar-vos como a Arte e a Cultura são essenciais na Economia.
Estes são apenas três casos emblemáticos que, sem grande demora, pesquisei no google. Todos casos de exposições temporárias. Imaginem se estivessem disponíveis na colecção de um Museu. Para sempre. 
Mas sim, voltemos aos números. O que significaria isto em números? Quantas mais francesinhas? Quantas mais viagens nos STCP? Quantas mais viagens com destino Porto na RyanAir? Quantos mais finos? Quantos mais bombons da Arcádia? E agora imaginem, na loucura, estas obras andarem a visitar outros Museus do país. Quantos mais pastéis de Chaves? Quantos mais Fados de Coimbra? Quantas mais Cristas de Galo? Quantas mais alheiras de Mirandela? Quantas mais pessoas a subir o Bom Jesus? 
E sim, estou a puxar a brasa à minha sardinha. A que tem sotaque. Acho que é merecido. 
Um país não define apenas por números mas sim pelo ritmo característico da sua Música, pelos edifícios típicos na sua Arquitectura,  pelas telas que têm dentro dos Museus, pelas "Histórias" que contam as suas ruínas, pela Dança sentida nas ruas. Ou então isto tudo é o reflexo do que me vai cá dentro no peito. E da tristeza que sinto quando visito Museus estrangeiros e vejo as crianças a terem aulas em frente aos quadros de grandes Mestres da Pintura. Onde conversam, rabiscam e exploram a sua criatividade. Aposto que a maioria não vai ser, necessariamente, pintor. Não tenho acesso a números. Mas acredito que isso os vai influenciar positivamente. Acredito mesmo que somos muito mais que um simples código de barras.

4 comentários:

  1. É ridículo, aliás chega mesmo a ser doloroso.
    Qualquer dia vendemos os monumentos. Afinal de contas para que nos serve uma torre de belém?! Um mosteiro dos jerónimos?! Vendam tudo!

    ResponderEliminar
  2. Vendam o pais ao chineses e pronto, fica tudo resolvido e viramos escravos em troca de uma taça de arroz, a serio começo a evitar ver noticias de Portugal que triste que esta a ficar o nosso Portugal temos tudo para ser um pais de sonho, temos mar, praias maravilhosas, serra, campo, cidades que são consideradas as mais "cool" museus maravilhosos, gastronomia como nao encontramos em mais lado nenhum, e depois??? gentinha de mente pequenina a governar...
    triste fado
    bjoo

    ResponderEliminar
  3. É por estas e por outras que prefiro o Canal Panda aos noticiários!!!

    ResponderEliminar
  4. Partilho da tua opinião. O valor destes quadros em solo luso, confinados a 4 paredes, seria tão mais relevante do ponto de vista económico e pedagógico... Porém, infelizmente continuamos a ver a Cultura como um bem menor... :(

    A propósito, recomendo esta leitura: http://lodonocais.blogspot.com/2014/02/a-surreal-arte-de-decidir.html

    ResponderEliminar

Com tecnologia do Blogger.
Design + development by MunichParis Design