De novo, Saramago ::: Again, Saramago


A visita à capital tinha propósitos bem definidos. Um deles era visitar o Museu de Arte Antiga. Ficamos completamente deliciados pelos quadros da colecção do Museu Prado que até ao final do mês ocupam aquele espaço. Pensei que pudesse ser aborrecido para a minha filha (até porque eu não sou propriamente fã de quadros pré-Impressionismo) mas aquelas não eram umas telas quaisquer. Ver ao vivo uma tela de Brueghel ou Lorrain é entrar num outro mundo e é perfeito para brincadeiras. Dizia ela, "Mamã, onde está... a mulher com um bébé ao colo a chorar?" e ali ficávamos, a observar cada detalhe do cenário até encontrarmos aquele em particular. Depois era a minha vez, e assim sucessivamente. A certa altura, quando nos adiantamos um pouco diz-nos ela do fundo da sala "Esperem por mim, ainda estou a ver os quadros deste lado". E naquela visita poucos ficaram indiferentes à alegria com que esta nossa criança admirava as paisagens nórdicas do século XVII. 
Mas o que eu mais aguardava era a visita ao meu Panteão Nacional, a Casa dos Bicos. Tudo o que seja relacionado com o meu escritor favorito de todos os tempos não me deixa indiferente mas confesso que esta visita não foi tão especial como a nossa visita à sua casa em Lanzarote, em 2011, no entanto, foi o pretexto ideal para trazer mais um livro dele para casa, por sinal um dos mais conhecidos e controversos e que eu ainda não li e oferecer à minha filha o seu primeiro Saramago. Lemos "A maior flor do mundo" assim que chegamos ao Hotel e ela não descansou até fazer o que o autor pedia e contar a história à sua maneira, acompanhando-a com desenhos. Para quem ainda não conhece a história pode sempre começar por este magnífico filme.


2 comentários

  1. Olá ART :)
    Finalmente vou a LX no fds ver as exposições no Mude e no MAT... quanto tempo demora a visitar o MAT?
    obrigada

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