Paris, parte 3: Versalhes (a minha Disney)

Durante uns momentos, considerei não ir a Versalhes e conhecer melhor Paris. Felizmente abandonamos essa ideia, um pouco naquela base do ir a Paris e não ver Versalhes é como ir a Roma e não ir ao Vaticano.
Fizemos a deslocação, cómoda e facilmente, de comboio e ao chegarmos ao Palácio... encontramos o caos. Grupos de japoneses,  grupos de americanos, grupos de indianos, grupos de brasileiros... o mundo inteiro estava ali representado, numa fila interminável que fazia três "S" em toda a extensão do pátio de entrada. Perante tal cenário, e com uma filha pequena sob um sol tórrido, tomamos a decisão de começar pelos jardins porque a entrada é... gratuita. É um conselho que vos deixo e que espero que considerem, caso escolham os meses de verão para visitar Versalhes. Para entrar nos jardins nem sequer precisam de bilhete, basta apenas passar o portão e deixarem-se deslumbrar perante uma imensidão de verde e azul, absolutamente arrebatador.
Com o dia todo pela frente, andamos pelos cantos e recantos dos labiríntico jardins, almoçamos sentados na relva em frente ao Grande Canal (1670m de comprimento) onde barcos a remo deslizam entre cisnes brancos. Se há momentos perfeitos, este foi um deles. A escala imensa destes espaços fica completamente desajustada nas imagens. Por entre os jardins, facilmente encontram um local para paragem, um carrinho a vender gelados, um pequeno café ou restaurante e os indispensáveis sanitários. Ficamos por lá até perto das quatro da tarde.
Nessa altura, a fila para entrar no Palácio estava reduzida a menos de um terço. Enquanto o marido guardava lugar, eu comprei os bilhetes, e entre umas maças e conversas sobre aquele verde todo que acabámos de visitar, chegou a nossa vez de entrar no mundo do Luís XIV... e que mundo.
Mais uma vez são as nossas referências de escala que alteram. Tudo é grande, tudo é imenso, tudo brilha porque tudo é ouro. Riqueza e opulência na sua melhor definição. Aqui imaginamos Princesas de vestidos longos, Reis e Rainhas, bailes e banquetes, segredos escondidos nos recantos dos longos corredores. Vemos imagens e quadros que reconhecemos, inevitavelmente, dos livros de História, mesmo quem não estudou na área de Artes e, inesperadamente, estou em frente ao gigantesco quadro de coroação de Napoleão como imperador de França, e da sua imperatriz, Josefina, na catedral de Notre-Dame. Na imagem, apenas um detalhe do quadro, que sempre achei curioso pelo facto de ter sido ele a auto coroar-se Imperador, num gesto típico de quem se acha detentor de todo o poder e de toda a razão, e o deixa retratado, numa tela com 10metros de comprimentos e 6,30m de altura, para toda a eternidade.


5 comentários

  1. Pensar que também eu ponderei não ir a Versalhes... e ainda bem que mudamos de ideias! É absolutamente imperdível e deslumbrante, adorei! Sobretudo os jardins :)
    Não fazia ideia que o acesso aos jardins é gratuito! Não sei se na altura em que fui era, mas como usei o Paris Pass, passamos ao lado da fila que, mesmo em Outubro quando lá fui, era enorme e completamente dissuasora!
    E que bom ver as tuas fotos... quero tanto voltar a Paris ♥

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  2. Nós tivemos aí em Maio e pagamos para ver os jardins! Há uma delimitação das zonas pagas e não pagas, o que não se paga é apenas os limites dos jardins, que não dá para ver nada, só andar de barco num lago enorma, os jardins do palácio são pagos, costumam ter seguranças a conferir os bilhetes ...

    Bjokas*

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  3. Sim Ana, entendo-te, ponderei mesmo fiacr pela cidade e ver mais coisas e deixar Versalhes para outra altura, felizmente o marido já conhecia e disse: Tens de ir ver! ;)

    C*inderela, nós entramos nos jardins gratuitamente, em torno do grande lago e perdemos lá grande parte do dia. Não tivemos acesso aos do Grand Trianon e da Maria Antonieta, esses sim, com controlo na entrada. Ficam para uma próxima visita ;)

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  4. Tenho mesmo de voltar, não conheci Versalhes e adorava, um dia também irei com a minha filha.

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  5. Fantástico, sumptuoso. Um exemplo dos luxos e abusos da realeza.

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