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O poder das pequenas coisas


Se me perguntarem, mais que a proximidade do mar, o que mais me agrada em viver nesta cidade são as temporadas que o carro passa na garagem. Adoro passear pela nossa cidade. Poder ir comprar pão, carne, peixe ou legumes a pé, tranquilamente. Gosto das conversas que proporciona, entre nós. Gosto de parar nos parques para ela escorregar "só mais uma vez" antes de voltar a casa. Gosto de escolher se vamos pela beira mar ver como estão as ondas nesse dia. Gosto dos bons dias que troco com os vizinhos. 
Definitivamente não sou pessoa de grandes metrópoles. O fascínio de conhecer uma grande capital fica-se pelos dias destinados ao lazer, depois disso, começo a sentir falta da falta de trânsito e das distâncias de cinco minutos, a pé ou de carro, do essencial para o nosso dia a dia. Diria até que, não fosse a curiosidade típica pelas grandes capitais, me contentaria, facilmente, em conhecer pequenas cidades, vilas ou aldeias, longe das fotos já vistas e das souvenirs "made in China" para o turista levar para casa.

Tenho andado mergulhada entre trabalho e o acompanhamento de uma pequena filha que escreve os "ai, ui, ei, ou e eu" mais bonitos que já vi. Pouco saio da nossa cidade. E não sinto falta de nada.
Estamos rodeados de tudo o que precisamos, até de fantasia, como este barco-bilhete-da-CP que encontramos no chão outro dia. E eu não sei dizer se foi ela ou eu, quem teve mais vontade de o trazer para casa...

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