Vou contar uma história...


Hoje, durante toda a manhã, o meu pátio refletia uma luz forte e um sol quente aquecia a casa. Para a tarde planeei um passeio pelas dunas, de máquina fotográfica na mão e bloco com aguarelas na outra. Fechei a porta de casa, ainda, com alegria. Três ruas depois, a distância a que estou da marginal, a nortada apareceu. Vi uma mãe com duas crianças a correr para a praia... e a darem a volta para trás. Vi raparigas a correr contra o vento a uma velocidade que eu as conseguia ultrapassar... a passo. Vi velhinhas agarradas aos casacos e senhoras com os cabelos completamente com vontade própria. O meu também estava assim mas eu gosto. 
Voltei para casa. 
Desta vez, com o vento nas costas, senti que estava no caminho certo. De volta ao pátio, volto a sentir um calor bom e ao pensar na nortada, penso em como faz sentido neste meu Norte. 

Está mesmo uma ventania, do carago.

E apesar do frio, e do vento, e da chuva, e de todas as condições climatéricas adversas (mesmo que, grande parte das vezes, seja mais fama que outra coisa), não há outro local no país que me faça inveja. Eu não quero estar onde não estou. 
Quero estar aqui. A rir do vento a despentear-me os cabelos.

3 comentários

  1. Há muito tempo que não sinto que estou onde pertenço... acho talvez que ainda não encontrei esse sítio...
    Beijos*

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  2. Uma a norte, outra a sul e a essência completamente partilhada através das tuas palavras. Gosto que sejas como és, feliz! Beijinhos xx

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  3. Blanche Cérise, apesar do texto, eu costumo dizer que sou de onde estão os abraços que eu gosto de receber quando chego a casa. ;)

    Paula,
    Beijinhos para sul, hoje a tosta voltou a Norte e não há ponta de vento. Dunas, aqui vou eu! Beijos

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