Somos o que comemos - Grande Reportagem

Não consegui ver esta reportagem quando passou na TV. Vi ontem, enquanto lanchava e achei que, apesar de não ser um tema que desenvolvo aqui no blogue, pela importância do assunto e pela clareza da reportagem, o simples facto de ter um blogue fez-me sentir obrigada a partilhar um tema que me preocupa. 
A minha filha não é obesa nem tem excesso de peso mas é gulosa, talvez como qualquer criança. Até aos 3 anos ficou com os meus pais e pensar no que comia, para mim, era um descanso. Na minha infância, chocolates, refrigerantes, gelados e guloseimas não existiam em casa. Comíamos em situações excepcionais, geralmente ao fim de semana. 

Com a entrada na escola, assustei-me (e não há mesmo outra palavra) com os sacos com gomas, chupas e rebuçados que ela trazia, em cada dia de aniversário de um colega. Felizmente, ela trazia para casa e, depois de eu a deixar comer um ou dois, esquecia o saco. Ia diretamente para o balde do lixo. 

Esta reportagem, na minha opinião, devia ser vista por todos. Está extremamente bem feita e é clara no perigo que constitui o açúcar. É clara ao referir que o facto de termos filhos "magros" não significa que estejam livres de perigo. Fala em Colestrol alto, Diabetes... Cancro. 

Depois podemos aplicar tudo isto a nós, adultos. E refletir.

Eu modo resumido, eu continuo a acreditar na moderação. No equilíbrio. Na mini-horta cá de casa e nas hortas maiores que temos a sorte de ver espalhadas pela família. Nas velhinhas que vendem os legumes aqui na feira semanal mas também na peixeira do mercado e na carne dos animais que habitam o campo dos meus sogros. Gosto que estes alimentos sejam a regra para, de vez em quando, comermos um bolo ou uma sobremesa mais calórica que, por ser a exceção, se torna ainda mais deliciosa.

E vocês? Querem deixar a vossa opinião?

4 comentários

  1. Sou da mesma opinião que tu. A minha filhota tem dois anos e meio a adiei o máximo que pude a introdução de doces (iniciou, muito esporadicamente, perto dos dois anos). Em casa não se comem fritos nem há refrigerantes.
    Tudo com moderação nos adultos, nas crianças tem que haver um maior cuidado, mas também sem exageros.
    A repotagem é forte e pretende isso mesmo: tratamento de choque. Pode ser que com tanta divulgação, a mentalidade comece a mudar.

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  2. Eu também vi essa reportagem e também a partilhei no meu FB.

    É assustador. Mesmo.

    A quantidade de açúcar que os miúdos ingerem, os números da obesidade infantil, o desconhecimento e a ignorância, são tudo coisas que nos deviam fazer parar para pensar.

    Eu sou gulosa. Muito. O meu peso é normal, o meu colesterol não é brilhante, mas de resto não tenho qualquer problema de saúde. Mas não me pode fazer bem a quantidade de açúcar que ingiro.

    Já andava a pensar nisso há algum tempo, já vou tentando melhorar a minha alimentação, mas agora estou a tentar fazer uma desintoxicação do açúcar. Não está a ser fácil. Mas vamos ver.

    Ainda não tenho filhos, tenho apenas dois enteados que estão comigo de 15 em 15 dias, e tento que tenham uma boa alimentação. Mesmo assim, percebi que cometo alguns erros e vou tentar corrigi-los.

    Espero que esta reportagem tenha servido para alertar muitos pais e mudar muita coisa!

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  3. Exactamente, Inspired, que a reportagem nos sirva de alerta e, porque não, de motivo para mudança de alguns hábitos menos saudáveis. Por nós e por eles.

    Agridoce,
    uma chamada de atenção para todos nós, não é?

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  4. Eu vi a reportagem e achei fantástica, são temas que há muito me preocupam, e por isso a alimentação cá em casa sempre foi bastante saudável. Confesso que o que mais me incomoda são os comentários, em como eu sou "má" porque não dou doces à minha filha.. "coitadinha" . Acredito no equilíbrio e se ela quer um doce de vez em quando tudo bem, quer bolachas de chocolate, a mãe faz, bem melhores que as de compra aliás. Lamento que se compre tudo embalado, lamento que isso seja o normal na maioria dos lares portugueses e que quem se preocupa e muda hábitos alimentares seja a excepção.

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