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Dos meus 37


Vou-vos confessar uma coisa. Este ano, pela primeira vez na minha vida, tenho de parar e pensar para dizer a idade que tenho. Burrice? Patetice? Exagero? Velhice? Aposto mais no "estou-me nas tintas". 

Sempre me deram menos idade do que aquela que realmente tenho mas eu dizer que tenho 37 quando ainda tenho 36, a pensar se serão 35 (38, não, não pode ser...) confirma uma ideia que eu sempre tive bem clara e presente na minha vida: a idade é - m e s m o - só um número. 

Eu sempre a d o r e i fazer anos mas acho que vos sei dizer o momento exato em que me borrifei para a idade. Tinha eu uns 15 ou 16 anos. Nessa altura lembro-me de sentir vontade e prazer em ter 15, 16, 17... até que aconteceu algo hilariante. Apareceu lá por casa um tio (um tio de um primo, de uma tia, entendem?) do meu pai, que lhe diz: 

"Este é o teu filho?... Ah e tal.... 
E esta, é a tua filha?... 
...está pouco desenvolvida"

Ainda hoje recordamos (às gargalhadas) lá em casa, este episódio. Eu lembro-me de ficar sem resposta mas nada ofendida. Lembro-me que ele também tinha uma filha, com um olhar pesado, expressão triste e roupa muito escura. Aposto que nem saltava ao elástico.
E sempre que somo mais um ano, naquele momento do soprar a vela, o meu coração sorri e deseja, honestamente, que eu seja pouco desenvolvida durante muitos e longos anos.

Venham os 37. 
É isso, não é?

6 comentários:

  1. Acho que é mesmo isso!! Venham eles que nós cá estamos. Ainda salto à corda e se houvesse elástico marchava também!! beijinhos desta desaparecida.

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  2. Ahahaah!! Viva as pessoas pouco desenvolvidas!!

    (Nota: eu já tenho que pensar na idade há uns anitos!! Eu penso, ora 1986, já passou Abril, estamos em... 2014? 2015! Hum... tenho: 29) :D

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  3. Venham, sempre com espírito de 15. :D

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