Cor, calor, tomates, pêssegos e um novo horizonte


Voltamos.
Foram quinze dias rodeados de novos cheiros, cores e sabores, mas, acima de tudo, de muito calor. O quente do nosso Alentejo, foi apenas um aperitivo para os quarentas e muitos, que nos esperavam do lado de lá da fronteira. Jantar às nove da noite com 36ºC de temperatura foi uma experiência nova - e suada - numa Andaluzia em alerta vermelho. O calçado variou as havaianas na praia e as menorquinas na rua. Mais nada. E foram muitas as ruas que percorremos, reflexo da forte influência muçulmana na história da região, eram, na sua grande maioria, estreitas e por isso mais frescas, rodeadas de casas-pátio carregadas de flores coloridas.
E podia falar-vos do gaspacho, das saladas de tomate ou dos pêssegos e melancias indescritivelmente doces que, com a ingestão de dois litros de água por dia, nos faziam esquecer o termômetro. Podia (e vou) falar-vos de tanta coisa mas em jeito de conclusão, consigo resumir o melhor desta viagem - para lá dos mimos, mergulhos e gargalhadas a três - a uma imagem que me marcou, um ponto geográfico em específico, o dia passado entre cidade e praia com África no horizonte. O mesmo ponto em que o Mediterrâneo encontra o Atlântico. O ponto em que eu, de mãos dadas a ele, ouço a minha filha dizer "Olá África, um dia vamos aí"


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