x

Road Trip do Andaluzia - papo para o ar e mochila às costas


Estas férias correram muito, muito bem. Desde tudo o que vimos e visitamos ao tempo para simplesmente virarmos peixe e nadarmos de manhã à noite (forma de expressão porque das 13h às 16h não nos apanham ao sol). Ficamos instalados num apartamento muito simpático na zona de Marbelha (onde usamos e abusamos da piscina) e daí partimos para conhecer mais alguns lugares ou fazer praia num sítio qualquer. 

MARBELHA (centro histórico)
O centro histórico de Marbelha é pequeno mas muito, muito colorido e bonito. Para mim significará sempre uma coisa: Buganvílias. Pensei na já falecida, que tive aqui no jardim e percebi tudo. Elas querem é calor. Muito calor. Cresciam pelas fachadas das casas até aos beirais, fortes e cheias de vida (como podem ver na terceira imagem)

PUERTO BANUS
Estar em Marbelha e não ir a Puerto Banus é como ir a Roma e não ver o Papa. Ou mais ou menos isso. Já lá tínhamos estado mas é sempre uma experiência única visitar ruas com uma percentagem de Ferraris, Cayennes e derivados acima da média. Mulheres de Louis V. no braço, Gucci no corpo e silicone no peito. A praia é simpática e dá para aproveitar o som do bar "chill-out" logo ali ao lado, onde miúdas se divertem a tirar selfies, beber e tirar selfies. Depois há a marina. Com marcas de luxo nas montras e barcos com dimensões de casas a flutuar ao nosso lado. Eu divirto-me mas duas horas depois quero voltar ao mundo real. Ser rico deve dar muito trabalho. Acho uma liberdade total deitar-me na praia com uma toalha velhinha a dizer "Super Bock".


TARIFA
A visita a Tarifa foi inesperada, surgiu depois de desistirmos de esperar mais tempo numa fila para entrar em Inglaterra, ou Gibraltar, como se diz naquela zona. O calhau de Gibraltar é imponente e visível de uma longa distância, por isso as fotos foram tiradas do carro e no mapa (qual GPS?) escolhemos o novo destino. 
Tarifa é vento. 
Toda esta zona (Gibraltar a Cádiz) é conhecida e procurada para a prática de windsurf e kitesurf. O centro histórico é pequeno mas muito bonito, com casas brancas e ruas estreitas. Mas o que mais impressiona é a vista para Marrocos, onde facilmente podemos avistar a cidade de Tanger. Não vos sei explicar porquê mas este novo horizonte cativou-me. Pensar em tudo o que existe para lá das montanhas que se conseguem ver, as diferentes culturas e o - para mim - completamente desconhecido continente foi marcante.
Aqui é também a zona em que o mar Mediterrâneo encontra o Atlântico ( e o inverso também é verdade). Por isso a praia tem uma água azulão e transparente e o areal é de uma areia super fina onde não se consegue apanhar pedrinhas ou conchas. Mas também é traquinas! É preciso estender a toalha na zona húmida da maré cheia e quando decidirmos ir a banhos, embrulhar toalhas, sacos ou mochilas num grande monte. Tudo porque o vento é forte, muito forte, mas nada frio. Longe disso. O calorão continua lá. Mas a certa altura sabemos que chegou a hora de partir quando no corpo já não sentimos vento mas agressão pura. De qualquer maneira, para nós, foi muito, muito divertido. As gargalhadas dela a correr atrás do chapéu ou da toalha valeram por tudo.

 (em cima, à esquerda na imagem, do outro lado do mar, a cidade de Tanger) 

MÁLAGA
A cidade de Málaga é enorme. No porto podemos ver navios-cruzeiro gigantescos e o centro da cidade está carregado de turistas, das mais variadas nacionalidades. 
Descobrimos por acaso o El Pimpi mas recomendo a visita. É um Bodega Bar muito característico onde comemos muito, muito bem e nada caro. Na verdade não damos grande valor a comer e bebes, apenas o suficiente para nos fazer perder pouco tempo à mesa e ganhar energia para continuar a caminhar.
O nosso propósito, nesta cidade era apenas um. Presentear os nossos olhinhos com uns Picassos coloridos. O Museu Picasso vale muito a pena a visita. Não é grande mas tinha o suficiente para me deixar deliciada durante uns tempos. A minha filha já o conhece bem, ao Picasso . Eu leio os títulos dos quadros e ela responde "Está ali o pássaro e ali a senhora a ler e ali o chapéu.". Abençoadas sejam as cabeças livres de preconceitos das crianças. Neste caso, da minha, que até me pediu para ficar mais tempo a ver um vídeo dele a pintar contra um vidro. Depois pintou no seu bloco um desenho "à Picasso" e eu sei que um dia tenho de me esforçar mais em explicar a importância de pintar dentro das linhas. Mas aquele não era o dia. 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Com tecnologia do Blogger.
Design + development by MunichParis Design