r e f l e t i r * r i a d e a v e i r o


Numa tarde de outono, fugimos. Inconscientemente, levamo-la para longe das imagens que agridem e das palavras que ela já lê mas não compreende. Nem nós conseguimos explicar.
Andamos por entre garças e espelhos de água que refletiam o mundo de cabeça para baixo. Voaram homens coloridos por cima das nossas cabeças, enquanto trincávamos uma maçã. 
Ali, o meu único medo era que ela caísse à água enquanto atirava pedras e se encantava com os sons e as formas que originavam.
Fizemos da Natureza a nossa capela e do Amor a nossa única religião. 
Demos-lhe tempo (e silêncio) para se conhecer. 

Obrigada, ria de Aveiro. Continuas, como sempre, deslumbrante.


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