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As minhas leituras


No último semestre do ano consegui ler 6 livros bastante distintos mas que recomendo. Uns foram uma agradável leitura, outros uma agradável surpresa e outros ainda... uma viagem absolutamente deliciosa. 

"Em teu Ventre" de José Luís Peixoto, é uma visão sobre os acontecimentos de  Fátima, centrado em três personagens femininas, a Lúcia, a sua mãe biológica e Nossa Senhora. Eu adoro a sua escrita mas este não foi o meu livro preferido, apesar dos detalhes fantásticos da sua escrita.

"O Luto de Elias Gro", de João Tordo. A minha opinião sobre a escrita do João Tordo é muito confusa. Adorei "O Bom Inverno"e não cheguei ao fim do "Anatomia dos Mártires". Minha culpa. Faz-me sempre muita confusão quando leio livros que me fazem lembrar filmes. Paisagens e personagens demasiado descritivas deixam-me com pouco espaço para a imaginação... e eu sinto dificuldade quando isso acontece. 

"Crianças Felizes" de Magda Gomes Dias, devia ser leitura obrigatória. Eu, mau feitio, que sempre fugi a sete pés de teorias sobre psicologia infantil e daqueles métodos do "deixa chorar que faz parte", encontrei aqui o meu porto seguro. A confirmação que a aposta no vínculo, entre pais e filhos, é uma escolha válida, e que o mimo só faz bem. Desculpem a comparação mas faz-me lembrar o Cesar Milan (link) quando dizia no seu programa "I rehabilitate dogs, I train people" porque tudo faz mais sentido quando percebemos que, na grande maioria das situações, está em nós o problema. 

"Jerusalém" de Gonçalo M. Tavares. Alívio e Alegria. Foi o que senti depois da leitura do meu primeiro livro do autor. Adorei cada página e fiquei com a certeza de ter encontrado um autor que posso comprar de olhos fechados e saber que vou adorar. Posso estar muito enganada... mas não estou.

"O Paraíso são os Outros" e "Contos de Cães e Maus Lobos" de Valter Hugo Mãe. 
O Valter Hugo Mãe, para mim, é sinônimo de felicidade. Ler o que escreve é viajar entre palavras deliciosas. É sentir. É sonhar. É fugir ao óbvio. É ler prosa como quem lê poesia. É bom. Ponto. 
Depois de um período de pânico após a morte do meu Saramago (e da hipótese de deixar de ler o único autor que me completava) encontrei no Valter Hugo Mãe o meu porto seguro. Espero que escreva até ser muito, muito velhinho. Como se tudo isto não bastasse, ainda escreve para a minha filha histórias fantásticas que ela adora. Depois da "História do Homem Calado", o lindíssimo "O Paraíso são os outros" que fala sobre o Amor assim:

"O amor constrói. Gostarmos de alguém, mesmo quando estamos parados durante o tempo de dormir, é como fazer prédios ou cozinhar para mesas de mil lugares."
in "O Paraíso são os Outros", Valter Hugo Mãe.

1 comentário:

  1. Adoro o crianças felizes. De vez em quando tenho de me agarrar a ele e ler uns parágrafos daqui e dali para me inspirar para os desafios com o meu pequeno… :)

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