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Um espaço da cor do tempo


Esta semana resolvi presentear a minha filha com uma surpresa. No dia do teste de inglês fui buscá-la mais cedo à escola e, juntas, fomos aprender coisas que não vêm nos livros, no Museu de Serralves. 
A exposição do francês (nascido na Argélia) Philippe Parreno (link) estreou apenas este fim de semana e termina a 7 de Maio mas eu não consegui esperar mais tempo, assim que vi as primeiras imagens da inauguração. 

Eu e ela tivemos a sorte de ter uma super companhia durante toda a exposição, uma amiga dos desenhos e das coisas boas da vida, que nos fez pensar no que víamos. Hoje partilho convosco algumas das ideias que trocamos para que, ao visitarem o espaço, possam entender os conceitos do artista e, de certa forma, facilitar o entendimento de um tipo de Arte que muitas vezes gera mal-entendidos e pode ser do mais divertido e libertador possível.
Levem as vossas crianças (filhos, sobrinhos, afilhados) porque tenho certeza que a sua capacidade de abstração e imaginação vos irão proporcionar conversas interessantíssimas, durante todo o percurso.
Em baixo deixo algumas ideias que podem servir de ponto de partida.



CONCEITO
Nesta exposição não vão entrar no Museu para ver uma série de objetos individuais mas sim o Museu como obra de Arte, em si mesmo. Uma máquina, um corpo em funcionamento. E vocês estão lá dentro.
Em música, o contraponto é a "repetição de uma determinada passagem, em intervalos regulares, originando assim uma composição". É esse conceito que o artista pretende explorar. Cada sala é a repetição da anterior mas as cores, a disposição dos objetos, a luz e o som muda. Até os estores das janelas se movimentam e nos "piscam o olho".
O que é que isso nos provoca? Será que a cor altera o que sentimos? E o som?

Speech Bubbles
São cerca de 10.000 balões de hélio em forma de balão de fala da banda desenhada na alusão às palavras não pronunciadas. Imaginem que guardam neles as palavras do visitantes. O que aconteceria se rebentassem? O que iríamos ouvir?

AC/DC Snakes
Feitas de fichas elétricas e luzes de presença, esta cobras aparecem pontualmente.

HAPPY ENDING
Candeeiros de vidro são personagens com uma presença muito misteriosa.

FADE TO BLACK
Cartazes impressos em tons fluorescentes, escondem imagens invisíveis que só se vêem no escuro (infelizmente na maioria dos casos não são possíveis de ver mas se estiverem atentos e fecharem a porta de uma pequena sala...)

FIREFLIES
Por toda a exposição podem ver desenhos de pirilampos, executados num período em que o artista esteve doente.

Fraught Times: For Eleven Months of the Year it's an Artwork and then December it's Christmas
O que acontece às árvores de Natal nos restantes 11 meses do ano? Poderão ser obras de Arte? Durante a exposição vão passar por algumas, são todas iguais?

How Can We Know the Dancer from the Dance?
A iluminação de uma plataforma circular suspensa, mapeia a constelação de estrelas sob a cidade do Porto, uma parede curva e os estores da sala movimentam-se.

No Auditório há um ponto de atração luminoso, que nos leva ao coração da exposição, com os sons e imagens que fazem funcionar toda a máquina. 




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