A história da minha infância - o início


O vosso entusiasmo perante a história dos desenhos para o meu casamento (aqui para quem não leu) fez acender uma lâmpada mesmo no topo do meu cabelo, seco ao natural: vou contar-vos histórias
Porquê? Apenas porque acho que vos podem fazer sorrir. 

Fui extremamente feliz a brincar com uma dezena de primos e outra de vizinhos, numa rua em que quando passava um carro batíamos palmas - a não ser que destruíssem os terrões que serviam de marcadores das balizas. Tenho esses momentos tão presentes na minha memória que os conto, recorrentemente à minha filha. Ela adora perceber que os pais também foram crianças e tinham colegas com piolhos na cabeça, meninos mais traquinas que diziam asneiras começadas por "F" ou meninas de nariz empinado que diziam "és feia!". Se nós sobrevivemos, ela também será capaz de o fazer. Sem dramas nem traumas acumulados.

A ideia é ilustrar cada uma dessas histórias e partilhar convosco, ainda não consigo dizer com que frequência mas vou comprometer-me a revelar a primeira história na próxima semana. Quem sabe através das minhas peripécias recordem as vossas e passem a ser motivo de conversa nos jantares aí em casa. #jantarsemtv #quemmedera 

Num mundo virado do avesso, como aquele em que vivemos, acho que a arma mais poderosa que podemos ter, individualmente, é potenciar a criatividade e curiosidade das nossas crianças. Mostrar-lhes a tranquilidade de um por-do-sol ou a delicadeza de uma joaninha a percorrer o nosso braço antes de voar, voar até Lisboa (e depois voltar para o Porto) só pode resultar em crianças felizes e, por consequência, num mundo melhor.

Vamos contar histórias?



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