Sorrisos vs desgraças, nas redes sociais


Hoje gostava de falar convosco sobre um tema recorrente nas redes sociais: a aparente perfeição das imagens. Qual é a vossa opinião sobre o assunto? Acham que estão a ser enganados quando seguem perfis com imagens bonitas todos os dias? Preferem ver aquelas imagens das senhas dos hospitais quando alguém está a fazer um check-in porque tem gripe (ou outra coisa qualquer)?

Eu tenho uma opinião muito clara, diria até realista, sobre o assunto e parto do princípio básico de incluir os "famosos" na categoria de primata bípede, designada por Homo Sapiens. A mesma que eu. Se isto para quem me está a ler é óbvio, ainda bem, porque por vezes questiono se a ideia é generalizada. Parto do princípio que todas as pessoas choram, magoam-se, têm celulite ou ficam doentes mas não é isso que eu quero ver nas redes sociais. O que é que eu procuro?

1-Partilha / Inspiração.
Eu procuro Inspiração. Gosto de perfis que me inspirem, no sentido de me mostrarem frases, imagens ou ações positivas. Mais de 90% das pessoas que eu sigo são artistas (de áreas muito distintas) que partilham imagens de cadernos pessoais, métodos de trabalho, o balanço entre trabalho/família, etc. Eu sei que essas pessoas fazem pausas para ir ao wc e tenho consciência que vão ao supermercado comprar as mesmas coisas que eu mas não é isso que eu quero ver. Gosto que me mostrem o lado criativo, aquilo que pode ou não ser comum ao meu dia mas que lhe é característica. E fazer isso, na minha opinião, não é engano, é inspiração e motivação.

2- Atitude positiva.
Não procuro pessoas com hábitos e rotinas iguais às minhas, procuro personalidade e atitude. Para além de pintores ou ilustradores, também sigo cozinheiros, fashion bloggers ou atores, por exemplo. Na minha opinião, o facto de alguém mostrar uma imagem de um restaurante novo ou de uma refeição colorida, no dia em que até torceu um pé, demonstra um esforço dessa pessoa em, mesmo num dia mau - comum a todos os mortais - partilhar algo positivo. E eu valorizo que partam desse princípio. Que tenham essa forma de encarar a vida.

3- Quem eu sigo não é meu amigo.
Excluindo os familiares, amigos e conhecidos que também sigo nas redes sociais, não as uso para fazer amizade, nem tenho esse objetivo. É verdade que acontece identificarmo-nos com determinada pessoa, trocarmos algumas ideias que até poderão resultar no início de uma amizade mas, regra geral, acho um engano partir do princípio que conhecemos, verdadeiramente, as pessoas que seguimos, como um amigo. É óbvio que, pela partilha que fazem, pelas imagens que escolhem, podemos definir traços gerais da sua personalidade mas daí a acharmos que somos "tu cá, tu lá" vai uma grande diferença.

Talvez seja por tudo isto que cada vez prefiro mais o Instagram e Pinterest ao Facebook. Gosto de perceber que alguém escolheu partilhar comigo uma imagem especial e que essa partilha teve como princípio um sentimento bom, positivo e característico dessa pessoa. É isso que tento partilhar convosco, sorrisos e boa onda porque celulites, tristezas e desgraças - infelizmente - são comuns a todos mas não devem nunca dominar a nossa vida.

2 comentários

  1. Não podia concordar mais contigo Marta!
    Existe sempre aquela mania de que se as pessoas só partilham coisas bonitas nas redes sociais é porque querem fazer passar a imagem de que têm vidas perfeitas... é claro que não, também eu prefiro ser realista enquanto procuro inspiração no que me rodeia :)

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