Junho e a necessidade de abrandar


Decidi tornar o meu Junho ainda mais MEU. Terminados os trabalhos que exigiam o uso de programas informáticos, sinto-me livre para fechar o portátil e usar apenas no estritamente necessário. Como me sinto feliz! O telemóvel servirá para manter os assuntos pendentes devidamente encaminhados e assim liberto as minhas mãos e olhos para pincéis e tintas, sujidades e alegrias. 

A vida tem de facto contornos imprevisíveis. Desde o final do ano passado que tenho pensado tanto em como sobreviver, em cenário hipotético, à falta das tecnologias ou das redes sociais que tanto me  ajudam a divulgar o que faço e hoje, depois de uma simples e descomprometida conversa num contexto tão banal quanto real, estou a preparar uma exposição individual dos meus trabalhos. Realmente tenho de lutar contra este meu conforto com a solidão e deixar de ser um bicho do buraco. Sair para a rua, falar com pessoas, mostrar o que faço, trocar experiências, aceitar de uma vez o convite para experimentar cerâmica (Peter Pan, esta é para ti) e ir desenhar com a minha filha finalista para as dunas. Por vezes acho que me fecho dentro da minha própria bolha mas é a minha defesa natural contra tudo o que de tóxico me agride, me magoa e para o qual não encontro explicação.
Como não tenho facebook no telemóvel há quase um ano, peço a vossa compreensão para a minha ausência por estas bandas. Estarei mais ativa no Instagram (@martabsousa) que continua a ser um lugar bonito e tranquilo, por onde gosto de passear.

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Ainda não enviei nenhuma, por isso, garanto que não serei um motivo de aborrecimento na vossa caixa de correio. 
Até já!

A minha primeira exposição individual

image of artist Taly Lennox via Refinary29

Antes de mais, um pedido de desculpa por usar uma imagem que não é minha mas os créditos estão devidamente referidos na legenda e eu não queria adiar a partilha desta novidade convosco.

Fui convidada para uma primeira exposição individual dos meus trabalhos e estou muito, muito feliz. Atempadamente irei informar-vos da data e local mas posso adiantar que será no início de Julho, num espaço muito pequenino e acolhedor, aqui nas redondezas. 

Vou levar alguns trabalhos já conhecidos, como as gravuras, mas a intenção é levar muitos originais e a minha primeira serigrafia, na qual estou a trabalhar (e a aprender a técnica) desde o final de 2017. Quero aproveitar esta oportunidade para mostrar um outro lado do meu trabalho, que complementa o que já conhecem porque a origem é a mesma. São os meus sentimentos, as minhas referências, as cores e as formas que me falam ao ouvido. São bocadinhos de mim, passados para o papel. 

Os próximos tempos vão ser completamente dedicados à exposição, dias passados com a minha bata de pintura e as unhas coloridas com tinta. Suspeito que o mês de Junho vai passar a voar, lá pelo meio viro quarentona. E se envelhecer é assim, então venham daí todos os "entas" a que tenho direito. 
Acompanhem-me neste novo desafio. Vai ser memorável!

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Assumir a minha ARTE.


Há muito tempo que não escrevia aqui no blogue mas hoje perdi um tempinho para vos falar do que tenho feito e das mudanças que senti serem urgentes, em relação ao meu trabalho artístico. Ufa, custou mas consegui: o meu trabalho artístico, a minha Arte. Falta-me muita alguma dose de confiança para assumir o que faço como Arte mas este ano tudo está a mudar. 

Desde que me lembro que nunca tive problemas em estar sozinha porque nunca senti solidão quando estou só. Complexo? É muito simples. Tenho tantas coisas dentro de mim, ideias, sonhos, pensamentos, que estou sempre ocupada. Além disso, tenho a sorte de estar sozinha apenas até ter junto de mim as duas pessoas que fazem do meu mundo um lugar feliz. 
E também tenho um livro de SUDOKU sempre por perto.

Nos últimos meses tenho trabalhado com colagens. Assumindo as referência que a Natureza que me rodeia me dá e tentando passar fragmentos dessa realidade para o meu trabalho. Nunca serei aquela pessoa que vos desenha flamingos ou cactos. Duvido que alguma vez vos desenhe alguma coisa em tons pastel, quando as cores que me rodeiam são vivas e explodem de intensidade. 

Tenho escrito e trabalhado numa série de ideias que há muito tempo queria desenvolver. Que fazem parte de mim. Estou, ainda mais, selectiva no que leio, na música que ouço ou nos lugares que frequento. Já não me contento com banalidades... quero magia. 
Com tecnologia do Blogger.