Reflexões e força para continuar


Antes de mais: "Olá resistentes!" 
Pessoas que conseguiram dominar o apressado relógio que dá ritmo aos nossos dias e pararam por aqui uns minutinhos. Respirem fundo. Aqui não há pressa. Sou só eu.

Entusiasmada com as vossas reacções à partilha da imagem de cima, senti uma vontade enorme de falar convosco. Foi mesmo verdade que um senhor mau chamou "muito infantis" aos meus desenhos. Acrescento aqui (onde só vocês me lêem) que também me informou que trabalha com uma ilustradora que vive aqui na zona e "essa sim" tem cada trabalho! Talvez protegida pela minha infantilidade, saí do escritório dele muito feliz. Juro! Até quando dizem mal dos meus desenhos, descrevem exactamente a mensagem que quero transmitir. Sou a maior!
(Quanto ao senhor, escusado será dizer que vou trabalhar com a concorrência)

No entanto dei comigo a pensar - até porque não tenho mais ninguém com quem conversar - que se este episódio tivesse acontecido há uns meses atrás, talvez não aguentasse o choro. Há uns meses atrás eu fui a minha maior e mais dura crítica. Nessa altura, tudo e todos faziam mais, melhor e muito mais eficazmente que eu. Eu era uma incompetente. Cheguei a pensar em começar do zero mas se começar do zero já não me assusta, a verdade é que também não me apetece. 

A viagem a Nova Iorque estava quase a chegar e eu esperei a vida toda por ela. Mesmo. Optei por agarrar essa felicidade e torná-la uma constante nos meus dias. Pessoas: se não tivesse sido NY, teria sido um passeio nas dunas ou uma visita ao alto da Serra da Freita. Tenho este dom de estar bem onde estou e só querer ir onde vou. Acho mesmo que é um super poder.

Desde então decidi que vou desfazer-me em trabalho. Vou experimentar, vou fazer, vou aprender e pelo meio permitir os erros. Consciente que este caminho é uma construção minha. Com algumas cabeçadas na parede pelo meio mas sempre segura que aqui é mesmo o meu lugar feliz. 
Como me diziam os nova-iorquinos: "No problem. It's all good!"

5 comentários

  1. Que continues sempre com esse espírito, a fazer o que te faz feliz, a fazer o que te faz sentir bem e o que te sentes que é o certo. Os senhores rezingões que fiquem lá com as opiniões deles ;)

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    1. Uau! Muito obrigada pelo comentário! Talvez esteja na altura de voltar a partilhar por aqui mais pensamento em forma de palavras! Um grande beijinho

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  2. Bem, isto é sempre um percurso, uma evolução. Da mesma forma que esse senhor não te achava indicada para trabalhares com ele, tu certamente não vais querer trabalhar com pessoas que não compreendam o processo evolutivo nem o potencial, nem o teu estilo. Moving on, há mais poisos que interessem e quem sabe daqui a uns tempos não anda ele a pedir-te algo e tu não vais ter como encaixar na tua agenda? HMPF!

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    1. Não trabalho com pessoas demasiado sérias. HUMPF.
      (hehehehe)

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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