17 abril 2020

A loja online já abriu... e está linda!

Depois de uma extremamente necessária pausa, a loja online reabriu e está deslumbrante. Eu sei que sou suspeita mas estou tão orgulhosa que corri até ao blogue para deixar o acontecimento registado.

Finalmente pode conhecer (e adquirir) as ilustrações que desenhei para a minha exposição "Memórias Imaginadas". Porque são muito especiais, resolvi lançar em formato de edição limitada, para que também vocês se sintam parte de um momento bonito e único. A coleção "ESTAÇÕES" terá uma reprodução de apenas 10 exemplares e a coleção "MEMÓRIAS IMAGINADAS" terá uma edição de 15 exemplares, acompanhados pela memória que lhes deu origem. 


Para além das novidades, têm também disponíveis as últimas unidades do meu saco e decalques de parede, assim como toda a coleção "Quando as crianças brincam", onde podem optar pela personalização das cores, em qualquer um dos personagens.

Por fim, adicionei a opção há tanto tempo pedida por vocês, as ilustrações personalizadas! Esta é uma forma de oferecerem um presente único ou marcar uma data especial com um desenho só vosso!

Em breve irei também colocar à venda os ORIGINAIS das minhas paisagens e nuvens mas, até lá, visitem a loja e vejam como está mesmo, mesmo, MESMO bonita!

Um agradecimento especial a quem continuou a comprar ou encomendar os meus desenhos durante a quarentena. Foi um apoio muito grande nestes tempos tão desconhecidos que vivemos e que me fizeram acreditar ainda mais (sou sempre pensamento positivo) que íamos ficar bem. OBRIGADA!

19 março 2020

Print&Play - Descobre as diferenças!

Print&Play 1
Descobre as diferenças!
Hoje partilho convosco o primeiro de vários ficheiros gratuitos para que as vossas crianças estejam sempre entretidas com novidades. Podem clicar na imagem e copiar o ficheiro, descobrir as diferenças e depois pintar o desenho. DIVIRTAM-SE!

17 dezembro 2019

"Memórias Imaginadas" destaque na imprensa local

 Reportagem no jornal " Maré Viva", edição 4 de Dezembro de 2019

Destaque na revista cultural "Espinho Vive", edição Novembro/Dezembro 2019

11 dezembro 2019

"Memórias Imaginadas" exposição individual



créditos das imagens @martabsousa e @isabelquintasvidinha

Enquanto escolhia e editava as fotografias para acompanhar este texto, relembrei todo o percurso - feito de altos e baixos - até chegar a este dia. Desde sonhos em que inaugurava quadros brancos a conversas ao jantar em que dizia que não ia conseguir. Tive também dias super produtivos, com pinceladas certeiras, acompanhadas por uma confiança inabalável.
Quando o dia da inauguração chegou, tinha na parede 22 trabalhos, 14 dos quais inéditos. Consegui.






A hora de mostrar os meus trabalhos a toda a gente não me deixou minimamente nervosa, muito pelo contrário, estava ansiosa por dizer: "Vejam, são meus!" e contar todas as (muitas) histórias por trás de cada obra. Rapidamente a galeria estava cheia de rostos conhecidos e de abraços bons. Crianças a brincar mas também a conversar em frente aos meus desenhos, antes de ir dar uma corrida em torno da esfera do planetário que estava ali mesmo ao lado.
Conheci também pessoas novas, que passavam por ali ou tinham visto o cartaz e ficaram interessadas, partilharam comigo histórias da sua infância, a grande maioria tendo como ponto de partida a bola Nivea, símbolo da infância de gerações.


Foi uma tarde muito especial, com a minha infância como âncora de tudo o que de melhor tenho em mim, como já é habitual nos meus trabalhos. Obrigada pais.
No final, voltei a pé para casa, de mãos dadas com a única pessoa no mundo capaz de saber lidar com as minhas dúvidas existenciais e a filha que me derrete com a sua doçura.
Estes dois, fazem-me feliz, todos os dias.

Exposição patente até 19 de Janeiro de 2020

ENTRADA GRATUITA

Local: Centro Multimeios de Espinho
Avenida 24, nº800

Horários
Segunda: encerrado
Terça a Quinta: 9h30-18h30
Sexta: 9h30-18h30 e 21h-22h
Sábado e Domingo:  14h-19h e 21h-22h

24 setembro 2019

Coleção "Quando as crianças brincam"



"Quando as crianças brincam
E eu as oiço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.
E toda aquela infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém.
Se quem fui é enigma,
E quem serei visão,
Quem sou ao menos sinta
Isto no coração.”
Quando as crianças brincam, Fernando Pessoa

Este poema foi o ponto de partida para os desenhos desta coleção. 
Crianças que nos alegram, porque são coloridas, divertidas, traquinas e sonhadoras. Tal como deve ser uma infância feliz.
Cada ilustração está acompanhada por um postal com o poema de Fernando Pessoa e uma pequena história sobre cada personagem.✍️
A grande novidade é que podem personalizar estas ilustrações, acrescentando uma frase ou alterando a cor das roupas, tom de pele ou cabelo dos personagens, para a tornar ainda mais vossa, ainda mais especial.💛
Passem na loja para dar um "Olá" elas vão ficar todas contentes.

11 julho 2019

Reflexões e força para continuar


Antes de mais: "Olá resistentes!" 
Pessoas que conseguiram dominar o apressado relógio que dá ritmo aos nossos dias e pararam por aqui uns minutinhos. Respirem fundo. Aqui não há pressa. Sou só eu.

Entusiasmada com as vossas reacções à partilha da imagem de cima, senti uma vontade enorme de falar convosco. Foi mesmo verdade que um senhor mau chamou "muito infantis" aos meus desenhos. Acrescento aqui (onde só vocês me lêem) que também me informou que trabalha com uma ilustradora que vive aqui na zona e "essa sim" tem cada trabalho! Talvez protegida pela minha infantilidade, saí do escritório dele muito feliz. Juro! Até quando dizem mal dos meus desenhos, descrevem exactamente a mensagem que quero transmitir. Sou a maior!
(Quanto ao senhor, escusado será dizer que vou trabalhar com a concorrência)

No entanto dei comigo a pensar - até porque não tenho mais ninguém com quem conversar - que se este episódio tivesse acontecido há uns meses atrás, talvez não aguentasse o choro. Há uns meses atrás eu fui a minha maior e mais dura crítica. Nessa altura, tudo e todos faziam mais, melhor e muito mais eficazmente que eu. Eu era uma incompetente. Cheguei a pensar em começar do zero mas se começar do zero já não me assusta, a verdade é que também não me apetece. 

A viagem a Nova Iorque estava quase a chegar e eu esperei a vida toda por ela. Mesmo. Optei por agarrar essa felicidade e torná-la uma constante nos meus dias. Pessoas: se não tivesse sido NY, teria sido um passeio nas dunas ou uma visita ao alto da Serra da Freita. Tenho este dom de estar bem onde estou e só querer ir onde vou. Acho mesmo que é um super poder.

Desde então decidi que vou desfazer-me em trabalho. Vou experimentar, vou fazer, vou aprender e pelo meio permitir os erros. Consciente que este caminho é uma construção minha. Com algumas cabeçadas na parede pelo meio mas sempre segura que aqui é mesmo o meu lugar feliz. 
Como me diziam os nova-iorquinos: "No problem. It's all good!"

11 abril 2019

WORKSHOP - Diários Gráficos

Na manhã do dia 11 de Maio (sábado), entre as 9h e as 13h,  na linda cidade de Espinho, vou dar um workshop dirigido a quem não tem formação em Artes mas gosta de desenhar. Vamos falar sobre linhas e cor, tendo como base o uso de um diário gráfico.

COMO É ESSE WORKSHOP?

Durante 4 horas é impossível ensinar-vos a desenhar mas é possível partilhar convosco algumas dicas e técnicas que irão desligar essa voz que vos sussurra "Tu não sabes desenhar" e fazer-vos apreciar o processo.

O que vamos fazer?
  • desligar
  • explorar
  • riscar
  • praticar
  • ser feliz
O que não é permitido?
  • antecipar o erro
  • duvidar que somos capazes
TODO O MATERIAL ESTÁ INCLUÍDO, tragam boa disposição e curiosidade.
Preço: 30€
Limite de 15 participantes
Inscrições através do email martabsousa@gmail.com

Se quiserem saber mais sobre mim cliquem aqui

18 março 2019

O Gerês em desenhos


Foram apenas quatro dias mas a sensação foi de uma semana num lugar longínquo. Um retiro familiar onde pouco mais fizemos do que Comer, Desenhar e Amar (não resisti à piada forçada). Nos intervalos, caminhamos pelo Parque Nacional da Peneda Gerês, ao qual não precisamos de grande motivo para voltar. 
Mostramos à nossa filha vestígios de uma estrada romana, fotografamos e conversamos sobre a lagarta do pinheiro, e até demos um salto a Espanha para tomar banho em piscinas ao ar livre com água muito quente, vinda lá das profundezas da Terra. 
O bloco de desenho veio cheio. As malas (sim, plural) com comida regressaram vazias. 
Até já, Gerês.


28 novembro 2018

Gomásio - ilustrações



Um pequeno registo fotográfico dos painéis que ilustrei para o restaurante Gomásio, em Guimarães. 
As molduras já existiam e as ilustrações representam as quatro estações do ano, com os meus personagens a serem tão sonhadores quanto traquinas, num universo de comida saudável e da época. 




29 outubro 2018

Restaurante Gomásio - imagem gráfica




Hoje partilho convosco um trabalho bonito que habitou na minha mesa de trabalho, nos passados dois meses. O projeto é de um restaurante macrobiótico, na cidade de Guimarães, o GOMÁSIO. Para começar, e caso não estejam familiarizados com a palavra, o gomásio é um substituto do sal, feito à base de sementes de sésamo torradas, moídas juntamente com sal marinho, no suribachi (uma espécie de almofariz que figura numa das versões do logotipo).

As refeições macrobióticas têm como base o uso de produtos sazonais, locais e biológicos. São esses os valores deste projeto, a mensagem principal que pretendem transmitir. A palavra de ordem era NATURAL. O verde foi a cor de eleição.

Devido à pré-existência de 4 grandes molduras, fixadas na parede, na zona de refeições, pediram-me 4 ilustrações, representando as diferentes estações do ano, com os meus personagens num universo deliciosamente natural. Ver os meus personagens em imagens com 1 metro de altura foi muito especial. Para mim, foi um prazer enorme fazer este projeto. Obrigada Francisco e Raquel, pela confiança no meu trabalho e pela simpatia com que aceitaram as minhas sugestões. 
O GOMÁSIO está quase a abrir portas ao público e eu mal posso esperar por levar a família a almoçar debaixo do olhar atento das minhas traquinas e sonhadoras personagens. 

Fiquem atentos à data de abertura acompanhando nas redes sociais:




10 setembro 2018

100 DAY PROJECT - 10/100

 imagem do #100dayproject que podem seguir no meu instagram: @martabsousa

O projeto de 100 dias dedicados às minhas colagens está a surpreender-me. Tornou-se numa rotina criativa que muito me tem agradado. Inicialmente todas as colagens tinham um título e apesar de - secretamente - continuarem a ter, resolvi guardá-lo para mim e deixar-vos interpretar as composições de forma mais pessoal e livre.
imagens do #100dayproject que podem seguir no meu instagram: @martabsousa

As primeiras 10 estão concluídas, com uma pausa para uns dias absolutamente inspiradores, no vale do Douro, onde pude contemplar paisagens que quase pareciam pinturas Impressionistas. O nosso Norte nunca desilude e será sempre um porto seguro e um lugar onde nunca nos cansaremos de voltar. 
imagens do #100dayproject que podem seguir no meu instagram: @martabsousa

Curioso ver como as últimas cinco colagens são memórias autênticas desses dias, expressas nas cores e formas que povoam o meu inconsciente. Este desafio está a ser um excelente exercício de libertação e de encontro da minha linguagem. Super curiosa para saber o que aí vem. 

Acompanhem no meu Instagram: @martabsousa

24 agosto 2018

Road Trip na Catalunha - O Triangulo de L'Empordá

O Triangulo de Empordá, é uma figura geométrica que surge no mapa ao ligarmos as localidades de Púbol, Portlligat e Figueres, região de Empordá, na Catalunha.  Foi nesta área que nasceu, cresceu, criou e morreu o pintor Surrealista, Salvador Dalí. Os seus bigodes e a forma excêntrica (e egocêntrica) como viveu a vida podem ser a sua principal imagem de marca mas a sua vida foi muito mais do que isso. Foi uma relação muito próxima com a sua terra, as paisagens, a luz, a arquitetura e a gastronomia, e um amor controverso pela sua musa Gala. 

Gala era uma mulher de origem Russa, 10 anos mais velha que ele e durante todo o casamento teve vários casos extra conjugais com rapazes mais novos (e até com o ex-marido). Ainda assim, Dalí ofereceu-lhe um castelo em Púbol, onde ela passava o período de verão, com quem entendesse. Quando Gala morreu, Dalí deixou imediatamente a casa onde viviam, em Portlligat, entrando em profunda depressão, ficando a viver numa torre do Teatro-Museu, em Figueres, até à sua morte.
O corpo de Gala foi embalsamado e enterrado (num vestido Dior vermelho) numa cripta no castelo de Púbol. Ao seu lado está outra cripta, com o nome de Dalí... vazia.  Perto da sua morte, o artista decidiu construir um mausoléu numa das salas do Teatro-Museu, e ficar para sempre na sua terra Natal: Figueres. Morreu em 1989.

imagem via BCN4U NEWS 

Fui aborrecida? Achei necessário este breve resumo. Ajuda a entender o nossa opção de voltar a esta zona do globo. Fiz este circuito há cerca de 12 anos, com o meu marido, mas na altura não conseguimos entrar na Casa Dalí, e como ficamos fascinados pela história e pelas paisagens da região,  resolvemos voltar com a nossa filha. Como não?

na imagem: Teatro-Museu Dalí, em Figueres

Estar no Teatro-Museu de Figueres é entrar no universo Dalí. Completamente. O edifício, construído sobre um antigo teatro, foi pensado, projetado e inaugurado pelo próprio artista e constitui a sua maior obra de arte. Aqui podem ver pinturas, desenhos, esculturas mas também móveis, jóias e murais, de sua autoria. Acima de tudo, preparem-se para entrar num edifício vermelho, com ovos gigantes na cobertura, com paredes forradas com pães. Permitam-se entrar num mundo imaginário, num sonho de outra pessoa, onde espigas de milho são o cabelo de personagens nunca vistas, e uma série de lavatórios decoram o pátio central em torno de um barco e um cadillac (ambos presentes de Dalí para Gala). O único conselho: deixem as ideias pré concebidas bem longe. Aqui não há lugares comuns. Tudo é nunca visto. Tudo é Dalí. 

na imagem, interior do museu: sala Mae West e o teto do Palácio do Vento

O teto da sala "O Palácio do vento" é deslumbrante. Perdemos algum tempo a visualizar todos os detalhes. A obra de Dalí está cheia de "perdidos e achados". Esta sala é uma alusão ao vento que se faz sentir na zona de Empordá e representa duas figuras, ele e Gala, à primeira vista suspensos nas nuvens, no céu mas trata-se de uma ilusão visual porque o céu é na verdade terra e a terra é mar. As duas figuras espalham uma chuva de ouro sobre os visitantes.

na imagem: pormenor do exterior do Teatro Museu; interior da cúpula; pormenor do pátio central.

A Catalunha, no geral, é uma região apaixonante. Se o Dalí foi o ponto de partida para o planeamento da nossa viagem, descobrir as praias da Costa Brava foi outro dos motivos. As ilhas Baleares não estão longe, o Mediterrâneo nunca desilude e é mesmo possível encontrar pequenas enseadas, as famosas Calas, por entre os recortes da costa.

nas imagens anteriores: praias e costa na zona de El Port de la Selva

Entre El Port de la Selva e Roses, as estradas são lentas e prazeirosas. Em Cap de Creus podemos ver as formações rochosas cujas formas deformadas reconhecemos nas pinturas de Dalí.
Em Portlligat encontramos a sua casa. Dalí comprou duas casas de pescadores, nessa pequena vila, e foi aumentando, até adquirir um total de sete, e um olival em anexo. Se no exterior, apenas os gigantes ovos na cobertura nos fazem suspeitar que não é uma moradia comum, o interior tira todas as dúvidas. Ali só pode ter vivido Salvador Dalí.

na imagem: Casa Salvador Dalí, é a construção branca ao fundo, com o olival do lado esquerdo da imagem.

As entradas têm de ser adquiridas antecipadamente, com data e hora marcada. Isso significa que estavam entre 10 a 20 pessoas na zona (ou então tivemos sorte) o que torna a visita ainda mais especial.
A pitoresca baía, onde flutuam pequenas embarcações era o cenário de Dalí desde o seu estúdio de pintura e do seu quarto. 
na imagem: baía de Portlligat

O interior da casa é um labirinto de cenários, emoções e atenção ao detalhe, poderei dizer obsessiva, criada pelo artista. Somos recebidos por um Urso embalsamado, oferecido por um amigo do casal e em todo o percurso há ramos de flores amarelas secas, as preferidas de Gala, que espalham perfume por toda a casa. Em todas as divisões há detalhes sem fim, desde ossos, conchas, esculturas, aos três cisnes de estimação do casal, que foram embalsamados e nos recebem de asas bem abertas na sala de leitura. E há livros, muitas estantes com livros, por toda a casa.

na imagem: o Urso no hall de entrada; pormenor do estúdio de pintura, onde o artista acumulava uma série de imagens e objetos que depois utilizava nas suas obras.

na imagem: pormenores de duas salas no interior da habitação

O estúdio de pintura foi abandonado pelo pintor em 1982, quando a mulher faleceu, deixando duas grandes telas por acabar. Desconhecia um pormenor curioso. Dalí gostava de pintar sentado e mandou construir um elevador para as telas, numa das paredes do estúdio. Isso permitia baixar as telas abaixo do nível do pavimento, para ele pintar as zonas mais altas... sentado no sofá. 
Ao lado do estúdio há uma sala cheia dos mais variados objetos, que desenhava e utilizava nas suas obras. Uma cave com os materiais de pintura, e uma pequena sala escura onde pintava os quadros mais pequenos e detalhados com lupa. Foi muito especial estar naquele lugar.
na imagem: o estúdio de pintura

nas imagens: o acesso à cave com os materiais de pintura;  detalhe do elevador para telas

O quarto é constituído por três antigas habitações, todas com vistas para a baía, onde o casal tinha as camas, uma para cada um, zonas de estar, quartos de banho separados, e um vestiário para a Gala, cujos armários estão forrados a fotografias fantásticas, do casal, dando depois acesso a uma pequena sala redonda onde só Gala podia entrar, com sofás a toda a volta e uma acústica surpreendente. Voltando à zona do quarto, há espelhos que Dali colocou em pontos estratégicos de forma a que, ainda deitado na cama, conseguisse ver o nascer do sol (e ser o primeiro espanhol a fazê-lo, já que está na ponta mais oriental da pensínsula). As gaiolas dos pássaros que Gala adorava e uma mais pequenina, onde Dalí tinha um grilo porque gostava do som. 
na imagem: pormenor do quarto do casal

Depois há o acesso ao exterior, ao jardim, ao pombal, ao olival e à piscina que são sempre surpreendentes. Como acho que poderei ter exagerado na descrição da casa, vou partilhar convosco as imagens do jardim, porque acho que dispensam palavras. No final vou colocar alguma informação que vos possa interessar, inclusivamente do castelo de Púbol, que desta vez optamos por deixar de parte, caso vos interesse fazer o triângulo Daliano! 
Esta rota é uma forma diferente de conhecer esta região e de nos ajudar a perceber a lógica por trás da óbvia obsessão do génio Dalí. Para isso, é preciso estarmos dispostos a aceitar a diferença e a novidade, porque este mundo não é o nosso mundo, é o dele, e definitivamente não há lugar para "mais do mesmo". 
na imagem: acesso ao jardim

nas imagens: pormenor do pombal e escultura gigante no meio do olival
nas imagens: detalhes da zona da piscina

na imagem: sofá na zona da piscina

na imagem: vista para a baía, do jardim

INFORMAÇÕES:

Sugestão: Não é possível visitar as três localidades num só dia. Aconselho começarem pelo Teatro-Museu de Figueres e depois optar pelo castelo ou casa. Como a casa fica numa região natural muito bonita e com diversas localidades com praia, podem fazer Figueres-Púbol e num outro dia a região de Cap de Creus e a casa. Fica a sugestão.

Estadia: Ficamos hospedados num hotel na Costa Brava, não em Barcelona. Por curiosidade, a viagem de Barcelona a Portlligat demora cerca de duas horas. Na minha opinião, e pela variada oferta que existe, há vantagens em ficar mais a norte. 

CONTACTOS ÚTEIS*:

Teatro-Museu Dalí - FIGUERES  link

Casa Salvador Dalí - Portlligat  link

Castelo Gala e Dalí - Púbol   link

*compramos os bilhetes com data e hora marcada, antecipadamente.